Entrevista com Zane Lowe: Revelações e curiosidades | U2 Brasil
10 de agosto de 2017 · Notícias · Songs of Experience
Entrevista com Zane Lowe: Revelações e curiosidades
Postado por VictorRuyz
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Zane Lowe agradeceu à banda por trazerem uma nova luz ao clássico álbum “The Joshua Tree”. The Edge disse que não tinham certeza se a turnê funcionaria até que o show de Vancouver terminou. “Após o show, olhamos um para o outro: ‘isso irá funcionar!’”.

Bono, a respeito das mudanças musicais que separam o U2 da década de 80 do U2 atual – a evolução técnica – disse que seus companheiros estão tocando as músicas de uma maneira muito melhor do que antes e que seu modo de cantar também segue o mesmo caminho:

“Não sinto a mesma coisa a respeito do meu modo de cantar ‘Joshua Tree’. Eu não me preocupava muito em ouvir o álbum… então eu não ouvia. Sinto-me muito melhor sobre isso agora. Eu poderia dizer que me adaptei à banda, musicalmente falando, e sinto que agora posso cantar essas canções.”

Em seguida, o entrevistador arremeteu sobre a qualidade de “The Unforgettable Fire” e disse que pela primeira vez em algum tempo ele parou para pensar na conexão deste com “The Joshua Tree”. “Para mim, são como preto e branco, irmão e irmã”.

“Após o sucesso de ‘War’, as pessoas achavam que ficaríamos centrados em fazer mais músicas como ‘New Years Day’ ou ‘Sunday Bloody Sunday’ – aproveitar o sucesso delas -… Mas, percebemos que assim acabaríamos ficando em uma caixa, portanto quisemos ir para um lado mais inovador” – The Edge.

Ao longo da entrevista, foi dada ênfase ao quão importante foram Brian Eno e Daniel Lanois.

Zane Lowe falou sobre como acha que o show de Live Aid foi importante para a banda ganhar ainda mais confiança – e como essa confiança parece ter sido fundamental para fazerem “The Joshua Tree”. Enfatizou ainda que o show da banda “roubou a cena” de qualquer outra apresentação do festival.

“Minha ideia sobre estar no palco não é a distância entre você e a plateia. É romper isso – essa distância. Fazemos isso hoje em dia com a tecnologia. Mas naqueles tempos fazíamos isso fisicamente… e então eu vi aquela garota sendo esmagada e fui até ela. Peguei-a e dançamos… e aqui uma coisa que eu ainda não havia dito: ela estava em nosso show, noite passada. Trinta anos depois…” – Bono.

Ainda sobre “Unforgettable Fire”, Bono citou a experiência sônica de algumas músicas, entre elas “Elvis Presley and America”, e The Edge disse amar essa faixa.

Porém, Bono sente que não terminou essa canção. E falou o mesmo a respeito de “Bad”. “Gostaria de tê-la terminado…”. The Edge brincou, dizendo que Bono é insano por causa disso.

Então o vocalista entrou em “The Joshua Tree” e disse que sente o mesmo a respeito de “Where The Streets Have no Name”. Dessa vez o apresentador que ficou espantado. “No quesito musical e instrumental”, diz Bono, “a música é ótima. Mas a respeito da letra… é somente um rascunho. Eu teria que reescrevê-la”.

Um outro momento interessante, e cômico, da entrevista é a revelação de The Edge sobre uma vez em que experimentou “cogumelos mágicos”:

“Eu tive a sensação de que havia descoberto os segredos do universo. Peguei meu walkman para gravar, pois sabia que no dia seguinte não me lembraria de nada. Então, quando peguei o gravador, fui para a cama, dei play. Então a luz vermelha apareceu. Fiquei vinte e cinco minutos olhando para ela. Depois gravei todos os segredos do universo. No dia seguinte,me lembrei da gravação e fui até o walkman para ouvir o que estava gravado e…” nesse momento da história, The Edge imita uma voz incompreensível. “Pronto. Todos os segredos do universo estavam perdidos…”.

Em outro trecho, Zane Lowe cita os versos que Bono canta em uma recente música de Kendrick Lamar. Bono diz que é parte de uma canção do vindouro álbum, “Songs of Experience”. “A música é uma carta para a América. Muitas canções de ‘Songs of Experience’ têm letras que são cartas.”

“Its not a place. This country is to me a thought. That offers grace for every welcome that is sought.” Outro verso da canção, revelado pelo vocalista durante a entrevista.

Um fato curioso: Adam Clayton e Larry Mullen Junior só falam alguma coisa após 24 minutos de entrevista.

“Acho que esse tipo de sucesso, na América, é tão gigante se você vir de uma ilha do extremo do Atlântico. A escala disso é enorme” – Adam.

“Eu acho que essas experiências foram diferentes para cada um de nós”, conta Larry. E fala sobre a mudança ocorrida após aparecem na capa da revista Time – logo depois do sucesso de “The Joshua Tree”.

Zane: “Como é estar no papel da maior banda da América? Ou melhor, da maior banda do mundo?”

“Você cria uma persona para proteger a si mesmo. E você não é capaz de trazer essa persona para sua vida pessoal – você não é capaz de viver essa persona. O que aconteceu foi… a fama importa. Você começa ter ela e isso começa a fazer você ser autoconfiante. E a falta de autoconfiança torna até mesmo a pessoa mais bela em alguém feio. Encontre um amigo que você realmente ama e coloque uma câmera em sua frente. Veja como o rosto dele muda.” – Bono.

Assista a entrevista completa abaixo:


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