Especial Bono 60: 10, Cedarwood Road
Especial Bono 60: 10, Cedarwood Road
24 de abril de 2020
Especial Bono 60: 10, Cedarwood Road
O primeiro post do nosso especial aos 60 anos de Bono. Claro que não podíamos iniciar em qualquer outro ponto que não fosse o lado norte de Dublin.
Vicky
Editora do U2 Brasil

Queria começar esse texto sem lembrar que 2020 vai ser um ano que constará para sempre nos livros de História, sem mencionar o cenário que estamos vivendo, sem falar sobre o isolamento social, mas isso se torna praticamente impossível. Mas que tal nos lembrar que 2020 tem um bom - aliás um excelente – motivo para se ser inesquecível?

Há 60 anos, lá no final do arco-íris, na terra dos leprechauns, dos druidas e de boa cerveja nascia aquele que iria nos guiar pelo caminho da luz. Ok, eu paro antes que alguém me acuse de blasfêmia.

Em resumo: chegou a hora de comemorar o aniversário do Bono, e como temos uma ocasião memorável, merecemos uma comemoração a altura: (se bem que falar em altura se tratando dele é um pouco difícil) com mais um especial preparado com todo carinho pela equipe do U2BR.

De hoje até o domingo, 10 de maio, uma série de posts especiais tratará sobre aspectos relevantes da vida de Mr. Hewson. Não quero nem de longe escrever um livro, uma biografia ou ser nada didática, esperem furos, erros e talvez um pouquinho de emoção exacerbada, mas cá entre nós, a gente se entende né?

Para começar, vamos de uma volta à infância e às raízes do nosso aniversariante.

Levante de Páscoa. Dublin, 1916.

A Irlanda é um pequeno país – pequeno mesmo, menor do que o estado de São Paulo. A capital Dublin tem 1,4 milhão de habitantes, menos que a zona leste da cidade da qual escrevo. Até 1921 o país era parte do Reino Unido (juntamente com Inglaterra, Escócia e País de Gales). Após uma disputa que começou a ganhar corpo durante a Páscoa de 1916, acabou por ser dividida em duas (a aula de História vai ser curta e bem resumida, mas se tiverem curiosidade nosso bom pastor Google nunca te faltará): a parte norte da ilha de maioria protestante continuou sobre o domínio inglês e consequentemente dentro do Reino Unido, enquanto a porção ao sul, de maioria católica, se tornou um novo país.

Os conflitos entre os dois lados: protestantes e católicos, separatistas e integralistas permeou a rotina dos habitantes da ilha por décadas, até que um acordo chegasse apenas nos anos finais do século XX. Eu aqui na casa dos meus 30 e poucos anos me lembro de ter visto durante a infância e o início da minha adolescência relatos e mais relatos de ataques terroristas, carros bombas e diversas disputas entre grupos. E sem contar que, meu caro fã do U2, você certamente já ouviu falar sobre o período conhecido como The Troubles ou o trágico Bloody Sunday.

Então nos anos 50, um casal formado por uma protestante e um católico podia vir acompanhado de uma série de julgamentos e adjetivos, mas nesse nosso capítulo, os nossos protagonistas acabaram por dar origem àquele que por muitos faz com que a Irlanda seja conhecida, além de ser uma alegoria quase perfeita para uma nação que surgia em meio a contrastes e contrapontos.

Iris Rankin, que viria a se tornar Iris Hewson.

Iris Elizabeth Rankin nasceu em 27 de maio de 1926, fruto de uma numerosa família protestante irlandesa composta por ela, 7 irmãos e seus pais. Filha de Alexander Frederick Rankin e Lillian Rankin, aos 14 anos, após o término dos seus estudos no ensino fundamental, Iris deixou a escola e passou a trabalhar como guarda-livros (um profissional especializado em fazer os registros profissionais da contabilidade e transações de uma empresa) em uma pequena malharia local.

Os Rankin moravam na região de Oxmantown Road, uma localidade majoritariamente operária. A sua casa na Cowper Street ficava próxima a de uma outra família.

Robert Francis Hewson e Anastasia Hewson, católicos residiam em uma casa não muito espaçosa com seus 5 filhos, outra numerosa família irlandesa. A família Hewson se divertia especialmente com música e jogos de críquete. Um dos seus filhos, Bob, nascido (Brendan Robert Hewson), talvez fosse o que mais havia absorvido a paixão de seus pais pela música e pela arte, estando envolvido nesse cenário desde a sua juventude, tratando isso como uma válvula de escape para as pressões da vida. Bob havia nascido em 13 de novembro de 1925, e apesar de sonhar por um tempo em seguir a carreira como cantor lírico, teve que deixar a escola aos 14 anos, apesar dos protestos dos professores que o consideravam inteligente demais para deixar os estudos de lado. Acabou por seguir os passos do seu pai, ingressando no serviço púbico como funcionário dos correios na Irlanda, contribuindo assim para a renda familiar.

Bob se encantou pela jovem Iris quando ambos estavam na casa dos seus 19 anos. Segundo os relatos do seu futuro famoso filho, eles gostavam de dançar juntos no Crystal Ballroom, um local no qual a juventude dublinense se reunia a época, no meio dos anos 40 o local ficava na South Anne Street.

Um casamento misto na Irlanda, no final dos anos 40 não era uma tarefa fácil. Não bastava apenas pedir a mão da noiva, dobrar a sogra rabugenta que vinha de brinde com o seu marido, ou apenas lutar para comprar uma casinha simples para o seu futuro ninho de amor.

“Minha mãe e meu pai moravam na esquina um do outro. Minha mãe foi criada como protestante e meu pai como católico, e o caso de amor deles era praticamente ilícito na época. A Irlanda apenas tinha começado a nascer como um país e todos estavam em pânico. O país vinha de uma verdadeira quase em guerra civil determinada ao longo de linhas religiosas, com uma base de poder católica administrando esta nova nação, enquanto o protestantismo era visto como a fé de nossos antigos mestres, a religião dos invasores. Mas meus pais enfrentaram o ataque e se casaram.”

Bob e Iris no dia do seu casamento.

Casamentos "mistos" exigiam uma dispensa especial de Roma, além de uma promessa devota de que qualquer criança nascida da futura união fosse criada na "igreja verdadeira", além disso a cerimônia também teria que ocorrer em uma igreja simbolicamente obscurecida. Para o obstinado Bob, isso era simplesmente pedir demais, e ele ousadamente se ofereceu com Iris na Igreja Protestante da Irlanda, em agosto de 1950 (pensando na possibilidade que sua união pudesse receber alguns anos depois, a bênção de um padre católico).

O primeiro filho do casal, Norman, um garoto saudável nasceu em 1952, quando a família ainda residia no número 36 da Dale Road, em Stillogran, bairro localizado ao sul do rio Liffey, que corta a capital irlandesa e define a sua geografia. Poucas semanas antes do nascimento do segundo filho do casal que aconteceria em maio, eles adquiriram a casa localizada no número 10 da Cedarwood Road, próximo ao distrito de Ballymun, ao norte da cidade. Eles haviam se encantado pelo local, após a irmã mais nova de Iris, Ruth, ter se mudado para lá com o seu marido. Muito longe de serem ricos, o fato de a família possuir sua casa própria, além de serem um dos poucos na rua a terem o seu próprio carro, fez com que eles fossem considerados bem promissores àquela época, embora que na realidade o restante do dinheiro acabava por ser destinado unicamente ao pagamento das contas e a alimentação dos seus filhos.

Existe o que pode ser considerada uma "lenda urbana" (em alguns sites é atribuído a Bob o relato de tal "causo") muito conhecida pelos fãs do U2 a respeito de uma previsão feita a Iris por uma vidente / cigana. Segundo ela, foi dito a jovem Iris, que ela teria dois filhos no futuro, e aquele que tivesse o nome começado pela letra “P” poderia se tornar bem-sucedido em qualquer coisa que escolhesse fazer. Não sabemos se isso é verdade, ou se caso seja, Iris levou em consideração ao escolher o nome do seu segundo rebento: Paul David Hewson, nascido na madrugada de 10 de maio de 1960, no hospital Rotunda localizado na Parnell Street, região central de Dublin.

“Eu vim ao mundo chorando, e aparentemente eu chorei por três anos. O choro parou no primeiro dia no qual fui para a escola. Eu me lembro daquele dia, um garoto veio até meu melhor amigo e mordeu sua orelha, e eu peguei a cabeça do garoto e bati em algumas grades de ferro.”

O pequeno Paul Hewson.

O pequeno Paul realmente chorou, e praticamente não se comunicava até o seu terceiro ano de vida, quando finalmente começou a formular suas primeiras frases. Mesmo tendo sido examinado, os médicos não encontraram nada de errado com o pequeno. Aliás, no período em qual ficou em observação no hospital, descobriram sim que havia algo de errado com ele: sempre chorava quando não recebia a atenção que queria, ou seja, era um menino extremamente mimado.

Voltando à questão religiosa, é impressionante que, na Irlanda, onde a doutrina da Igreja Católica, chamada Ne Temerete de 1908, declarava que as crianças em casamentos mistos deviam ser criadas como católicas, tivesse sido declarada válida pelo Supremo Tribunal em 1950 como sendo uma lei aplicável. Em contrapartida a isso, Bob e Iris se consideravam livres para fazerem seus próprios acordos, e sendo assim determinaram  que iriam criar seus filhos alternadamente: o primeiro dentro da fé protestante, o segundo dentro dos preceitos do catolicismo. Ou em outro arranjo, meninos católicos e meninas protestantes. Acabaram depois por não colocarem isso em prática efetivamente, com Bob deixando seus dois filhos sob os cuidados espirituais protestantes da mãe.

"Sempre senti que estava sentado em cima do muro", confessou mais tarde Bono, admitindo que não tinha uma ideia clara de se deveria ser protestante ou católico, "classe trabalhadora ou classe média". Uma situação dificilmente ajudada pelo fato de Bob deixar sua esposa e filhos em um local de culto todo domingo de manhã e depois se dirigir para outro local. Nesse tempo, a separação entre as duas religiões na Irlanda estava ainda mais acentuada, mas esta celeuma não existia na casa dos Hewson. A título de curiosidade, a melhor amiga da matriarca, Onagh Byrne, era católica. Iris e Bob nunca discutiam sobre religião dentro do lar.

À princípio, Norman e Paul estudavam na Asnevin National School, uma escola protestante, mesmo que tivesse muito mais próxima a sua casa uma boa escola católica. O mais novo acabou indo para a Glasnevin National School, enquanto o seu irmão Normal passou a frequentar o ensino secundário na Protestant Secondary, uma prestigiosa instituição particular na qual havia ingressado com ajuda de uma bolsa de estudos conquistada devido ao seu excelente desempenho escolar.

Paul observava seu pai como "um homem muito rigoroso, mas eu era uma daquelas crianças impossíveis de segurar". Os dois eram muito parecidos - otimistas e sempre no seu corner prontos para a luta - e, portanto, muitas vezes estavam em desacordo. Bob, por sua vez, mais tarde descreveu seu filho argumentativo como uma "criança sangrenta e exasperante" e até que em um ponto o apelidou de "o anticristo”.  Como resultado, à medida que o menino cresceu, os principais laços entre os quatro membros da família foram claramente definidos: Bob e Norman de um lado; Iris e Paul, do outro. Iris acabou por ser sim, sem sombra de dúvidas a melhor amiga de seu caçula: era ela quem conversava com Paul, que queria saber dos seus desejos, problemas e frustrações.

A família Hewson

Aos 11 anos, Paul queria ir para a mesma escola que o seu irmão mais velho, que a essa altura já tinha um trabalho pós-estudos, a sua própria turma de amigos e uma rotina totalmente diferente, afinal ele já estava ingressando na vida adulta com os seus 18 anos. A única coisa que o mais novo podia tirar proveito do mais velho era do seu gosto musical e a sua coleção de discos e cassetes com nomes como Jimi Hendrix, The Who, Rolling Stones e Beatles.

A ambição de seguir os passos do irmão mais velho foi descartada por Bob, pois ela era muito cara, e mesmo que o mais novo dos Hewson não fosse um mau aluno – quando deixou Glasnevin, era o segundo melhor aluno de sua classe e tinha fama de ser bem comportado, atento, embora um tanto inquieto -  ele acabou indo para a St. Patrick's Secondary School, o que nem de longe acabou por agradá-lo. Ele odiava a nova escola, um colégio de ótica protestante.  Com um porte físico bom, tentou entrar para o time de rúgbi da escola, mas acabou sendo parte do clube de xadrez, no qual se mostrou talentoso, tenho aprendido os fundamentos com seu pai. Paul chegou inclusive a ser vice-campeão em um torneio organizado com jovens vindos de todos os pontos de Dublin, representando seu bairro.

O ano acadêmico de 1971 – 1972 acabou por ser nada além de trágico para ele. Em entrevistar posteriores ele admitiu que passava a maior parte do seu tempo cabulando aulas, caminhando pelo centro de Dublin sozinho, passando pelos cafés da Grafton Street ou simplesmente andando  mesmo sem destino. Entediado e inquieto, tornou-se insubmisso e mesmo nos dias em que ia a escola, não se sentia e acabou se envolvendo em vários incidentes desagradáveis. O mais memorável foi quando ele descontou as suas frustrações em uma professora de espanhol da qual ele não gostava, jogando cocô de cachorro por trás de um arbusto enquanto ela comia um sanduíche em um parque no centro da cidade, no qual os alunos eram proibidos de ficar.

Mount Temple nos dias atuais.

Mas tudo mudou quando Paul soube da abertura da Mount Temple Comprehensive School, em Clontarf. Ela era a primeira escola na cidade a não fazer a diferenciação entre alunos católicos e protestantes, permitia também que meninos e meninas estudassem juntos, e também tinha a tentativa de terminar com a segregação entre alunos humildes e de famílias mais abastadas, além de uma proposta educacional mais libertária, incentivo às artes e também não exigia o uso de uniforme. Apesar de ser contra a princípio, Bob acabou por atender os argumentos do seu filho e esposa.

Em setembro de 1974, dois anos após ter ingressado em Mount Temple, o aluno confiante, entrosado e destacado que estava ali nem de longe lembrava o arredio aluno da Saint Patrick’s. Paul se destacava especialmente em História, Teatro e Artes e chegava inclusive a sonhar em seguir estudos nessa área, talvez em Londres, um sonho muito distante para alguém na sua situação social. No verão deste mesmo ano, o casal Hewson viajou para Roma, enquanto o filho caçula foi para um acampamento de verão em Criccieth, no País de Gales, conhecido como "Bee Dees". Paul foi junto com os irmãos Rowen, Derek e Trevor, dois dos seus melhores amigos na época.

A vida parecia incrível, e um pouco depois daquela viagem, em setembro, havia mais o que celebrar: os 50 anos de casamento dos seus avós maternos iriam ser comemorados, porém o que era para ser uma grande festa, acabou por se tornar um tragédia, quando Alexander Rankin (pai de Iris) acabou por falecer em meio aos festejos, vitimado por um ataque cardíaco enquanto dormia. Durante o cortejo fúnebre do seu pai, Iris desmaiou e foi levada as pressas ao hospital, com prognósticos nada animadores.

Iris faleceu no dia 10 de setembro de 1974, devido a  um aneurisma cerebral. E esse fato, essa data mudou a dinâmica não apenas daquela família, mas foi o responsável porque muitos de vocês chegassem até aqui no dia de hoje.

Na volta do enterro, Paul trancou-se em seu quarto, chorando e tocando seu violão (as primeiras noções dos instrumentos haviam sido dadas pelo seu irmão). Como poderia viver com seu pai e seu irmão, pessoas com quem pouco tinha convivência, sem a mãe por perto? Mas não foi só Paul que sentiu a perda. Tanto seu pai como Norman ficaram dias mudos e deixaram as tarefas de casa com Paul, já que os dois trabalhavam. Paul agora tinha que lavar, esfregar, passar aspirador de pó, descobrir como a máquina de lavar funcionava, entre outras coisas. O mundo parecia que conspirava novamente contra ele.

“Não tenho muitas lembranças da minha juventude. Conversei sobre isso com meu irmão porque ele também não tem muitas. A única explicação que podemos ter é que, quando minha mãe morreu, meu pai quase nunca falava sobre ela. Então, como resultado ela acabou por ser apagada das nossas memórias, simplesmente por nossos pensamentos não quererem ir até ela, muitas outras coisas também foram com ela. Na realidade, perder as mães é uma coisa de cantores. Johnny Lydon, John Lennon, parece ser o verdadeiro coração do rock and roll. Já a perda dos pais são muito hip hop.”

A situação nas casas do Hewson se tornou cada vez mais complicada, a distância emocional entre Paul e seu pai acabava por se tornar cada vez maior, bem como com o irmão mais velho. Um cabelo vermelho espetado e jaquetas estavam entre as manifestações externas. Raiva e turbulência eram os emblemas invisíveis que perfuravam seu peito. Tudo aconteceu tão rapidamente, tão inesperadamente, tão injustamente. "Havia a sensação de que a casa estava sendo derrubada em cima de mim porque, após a morte de minha mãe, não era um lar". "Acho que ainda há sangue na parede da cozinha."

Desde os 3 anos de idade, Bono e Derek Rowen, haviam desenvolvido uma grande amizade, sendo que a casa do Rowen era vista mais do que uma segunda casa para o pequeno Paul desde a sua infância. Agora já adolescente os dois passaram a integrar um grupo que ficou conhecido como Lypton Village, uma gangue surrealista que usava basicamente o que eles consideravam como performances artísticas para se expressarem. Fãs dos humoristas britânicos do Monty Python, usavam o humor em performances organizadas pela cidade. Eles diziam que o humor era a arma que tinham contra tudo o que estava acontecendo, e com a fúria adolescente que eles encaravam naquele momento, a sua rebeldia.

Gavin, Bono e Guggi. Duas bandas nasceriam deste grupo.

“A Lypton Village se tornou uma tábua de salvação”, lembra Bono. "Esse era um mecanismo de defesa. Costumávamos rir das pessoas que bebiam. Nós não bebíamos. Porque as pessoas que saíam dos bares na sexta-feira à noite e vomitavam na sarjeta – nós pensávamos que éramos melhores que elas. Éramos uma coleção de desajustados. Nós não éramos os sabichões. Se você tivesse uma boa coleção de discos, isso ajudava. E se você não jogasse futebol. Isso fazia parte. Agora, quando você olha para trás, há uma arrogância nisso, é como você gostava de parecer... Isso está nos atletas, nos skinheads, nos bootboys, talvez seja a mesma arrogância que meu pai tinha, aquela de ouvir ópera e gostar de críquete, porque isso o segregava.

O grupo tinha um ritual de escolher nomes diferentes para s seus integrantes. Derek virou Guggi. Fionán Martin Hanvey, Gavin Friday. Já Paul David Hewson primeiro virou Steinvic von Huyseman, depois apenas Huyseman, seguido de Houseman, Bon Murray, Bono Vox of O'Connell Street e, finalmente, apenas Bono.

Bono Vox é uma alteração de Bonavox, uma frase em latim que pode ser traduzida livremente como "boa voz". Dizem que ele foi chamado assim pela primeira vez por Gavin Friday, pois Bonavox é o nome de uma loja de aparelhos auditivos que eles passavam na frente, localizada na Talbot Street, em Dublin, isso porque ele cantava tão alto que parecia estar cantando para surdos. Apesar de ter ficado um pouco irritado no início, quando ele soube a tradução do termo, acabou por aceitar o seu apelido.

(PS: é Bono e apenas Bono, não existe o tal do Bono Vox e nem nunca existiu).

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