Especial The Joshua Tree: Recepção e Repercussão | U2 Brasil
5 de março de 2017 · Especial The Joshua Tree
Especial The Joshua Tree: Recepção e Repercussão
Postado por Vetri

Até aquele momento da carreira do quarteto irlandês, “The Joshua Tree” tinha sido o álbum mais coeso e grandioso, resultado de uma nova exploração musical e pessoal. As onze músicas que compunham a obra levaram o U2 à ascensão total, em direção ao estrelato do rock. O disco tinha tudo, canções de amor e perda como “With Or Without You” e “One Tree Hill”; canções polemicamente politizadas como “Bullet The Blue Sky” e “Mothers of the Disappeared”; canções gospel trazendo esperança e fé como “‘I Still Haven’t Found What I’m Looking For”. Com o Joshua, o U2 chegou ao auge de seus poderes artísticos, capturando um sentimento e um humor perfeitamente sintonizados com o tempo. Para The Edge:

“Nós arranjamos e produzimos cada música como se fosse única. Nós só esperávamos que o álbum tivesse uma coesão sônica baseada na ideia do que estávamos tocando. Havia definitivamente uma direção forte, mas igualmente estávamos preparados para sacrificar alguma continuidade para obter as recompensas de seguir cada canção à uma conclusão. Eu odeio comparações, mas como no auge dos Beatles, em termos de técnicas incomuns de produção, queríamos fazer o que era certo para a música.”

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O efeito do álbum foi quase instantâneo. Dentro de duas semanas após seu lançamento, “The Joshua Tree” foi número 1 nos EUA, Grã-Bretanha e em mais 21 outros países em todo o mundo. Poucos meses depois, a banda foi capa da revista Time, com a manchete “U2 – ROCK’S HOTTEST TICKET”, confirmando seu novo status na primeira divisão de rock. O grupo ainda esteve também na capa da revista Rolling Stone. Foi a primeira vez que uma banda esteve nestas duas capas ao mesmo tempo.

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As críticas para o álbum foram universalmente extáticas. Para Bill Graham, da Hot Press:

“‘The Joshua Tree’ resgata o rock de sua decadência, de forma corajosa e sem vergonha, se baseando no mainstream antes de se desviar inteligentemente em várias dimensões mais altas. O U2 deve ser levado muito a sério, mesmo depois desta revalorização.”

A reputação do produtor Daniel Lanois também subiu para a estratosfera após o triunfo do álbum. Hoje ele é considerado um dos produtores mais importantes surgidos na década de 80. Ele manteve sua ligação com o U2 durante muitos anos após o Joshua:

“Eu tenho me machucado mais trabalhando em outros discos do que quando eu estava nesse disco. Você sabe onde você realmente quer dar um chute. Eu certamente senti que não houve desapontamentos pessoais em cada etapa do ‘Joshua Tree’. Eu gosto do som dos primeiros discos do U2 que fizemos. É o som do compromisso.”

Após seu lançamento, no dia 9 de março de 1987, “The Joshua Tree” tornou-se o álbum mais vendido na história britânica, vendendo mais de 300.000 cópias em dois dias, alcançando, depois de pouco mais de um mês, o primeiro lugar na lista UK Albums Chart, posição que manteve por duas semanas. Na Billboard Top Pop Albums nos EUA, o álbum estreou na 7º posição, sendo assim o maior lançamento de um álbum na terra do Tio Sam em quase sete anos. De forma universal, “The Joshua Tree” foi recebido positivamente. Robert Hilburn, crítico do Los Angeles Times, escreveu:

“’The Joshua Tree’ finalmente confirma em gravação o que esta banda vem calmamente afirmando nos últimos três anos no palco: U2 é o que os Rolling Stones cessaram anos atrás – a melhor banda de rock do mundo. Neste álbum, a banda veste o manto de forma segura.”

Jon McCready, da revista britânica New Musical Express, disse: “um feito melhor e muito mais bravo do que qualquer coisa que venha aparecer em 1987.” No lançamento do álbum, cerca de mil fãs londrinos fizeram fila à meia noite em uma loja para poderem comprar o disco o mais cedo possível, sendo o cantor Elvis Costello uma dessas pessoas. Alguns shows foram anunciados poucas semanas após o lançamento para a The Joshua Tree Tour. Em Nova Jersey houve janelas quebradas em uma bilheteria, onde muitos fãs se espremiam para tentar comprar os ingressos. Esse grande sucesso teve efeito até para os outros álbuns do U2. “The Unforgattable Fire” foi certificado com disco de platina, Under A Bloody Red Sky com o Multi-Platina, com as vendas excedendo 900 mil no Reino Unido, isso tudo com o Joshua tendo apenas um mês de vida. Já em seu segundo mês, o Joshua consegue também seu certificado Multi-Platina, quando suas vendas ultrapassaram os 2 milhões apenas nos EUA.

Em 1987, o U2 encontrou o estrelato. Inúmeras foram as entrevistas concedidas aos mais variados meios de comunicação, as vendas dos álbuns cresceram como nunca, shows lotados, chegando a atingir a marca de 115 mil pessoas no primeiro show da banda em Madrid, matérias e reportagens estavam em disparada, gravações de videoclipes um tanto quanto inusitadas e cheias de fãs ao redor, convites surgiram das mais variadas celebridades, e o ano acaba com “The Joshua Tree” ocupando a terceira posição na lista dos maiores álbuns de 1987, segundo a revista Rolling Stones.

Até hoje, este é o álbum mais vendido da história do U2.

Para ler outros capítulos do nosso especial “The Joshua Tree”, clique aqui!


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