Especial The Joshua Tree: “But I still haven't found what I am looking for...” | U2 Brasil
Especial The Joshua Tree: “But I still haven’t found what I am looking for…”
Postado por Aleh
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Dando continuidade ao especial de aniversário de 30 anos do icônico álbum “The Joshua Tree”, considerado por muitos como a obra prima da banda, vamos nos aprofundar um pouco em relação às influências (musicais e pessoais) que convergiram para que “The Joshua Tree” alçasse a esse posto de ser considerado um dos melhores de todos os tempos.

Desde sua formação embrionária, o U2 sempre teve um viés político muito forte, e isso esteve presente em todos os seus álbuns, incluindo o “Boy”. Com “The Joshua Tree” não foi diferente. A banda, no entanto, não era mais um quarteto de meninos colegiais de Dublin, que tocavam para extravasar os sentimentos juvenis, eles já estavam colocando seu nome no seleto clube de “melhores bandas de rock do mundo”.

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O fato de se tornarem uma potência musical global, fez com que eles ficassem ainda mais expostos a tudo o que estava acontecendo no mundo. Especialmente para Bono, isso fez uma diferença enorme no que consta à produção lírica do “Joshua Tree”.  Uma das grandes experiências que influenciou diretamente em algumas letras, foi uma viagem à Etiópia feita por Bono e sua mulher, Alison. Em suas próprias palavras, ele define como a viagem foi primordial para as letras do álbum: “Quando eu cheguei da África, o material para “The Joshua Tree” estava em desenvolvimento, os germes emocionais, um tipo de aproximação lírica, grandes ideias e grandes questões”. Uma dessas músicas que foi feita com o pensamento nessa viagem, foi justamente “Where The  Streets Have No Name”, que viria a ser uma das músicas mais épicas da banda.

As letras estavam sendo produzidas, e o U2 estava em processo de produção do novo álbum, mas ainda sem definir um rumo para o qual pudessem ir. Em alguns encontros entre Bono com Mick Jagger e Keith Richards (dos Rolling Stones), o vocalista do U2 começou a ter uma aproximação com o blues, ouvindo artistas como John Lee Hooker e Robert Johnson, o que veio a cair justamente onde a banda necessitava, visto que eles estavam buscando uma aproximação com as raízes não apenas do U2, mas do rock em si.

E então, Bono quis explorar a América.

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A (s) América(s) foram uma das maiores influências para não apenas a produção do “The Joshua Tree”, como também para uma mudança de foco do U2. Eles deixaram um pouco de lado a influência punk e post punk, e começaram a trabalhar com uma redescoberta deles como banda, abrindo o leque para outros sons, especialmente o blues. A dualidade entre a América mítica descrita por escritores como James Baldwin e Bukowski e a América real com sua política imperialista foi um divisor de águas na produção lírica do álbum. Imergindo ainda mais nessas ideas, a banda começou a se encaixar, e o “Joshua Tree” foi tomando contorno.

As situações da  América Central, a política externa americana, a exploração da África, a volta às raízes, a ideologia quase utópica, e a certeza de que a música poderia mudar as pessoas, e consequentemente o mundo, formam um mural de influências e tendências que tornaram o “The Joshua Tree” um dos álbuns mais ricos do U2. Com sua dualidade de ser simples e complexo ao mesmo tempo, pode-se dizer que, eles começaram a encontrar o que estavam procurando.

Essa foi a segunda parte do nosso especial acerca do nascimento daquele que é considerado um dos melhores álbuns da banda e de toda a história do rock. Fiquem ligados no U2BR para as demais partes do nosso especial, e, se você perdeu o post de introdução, clique aqui para ler.


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