A história por trás da gravação de “One Tree Hill” | U2 Brasil
27 de abril de 2017 · Notícias
A história por trás da gravação de “One Tree Hill”
Postado por Thiago Dos Santos
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Por uma grande parte da carreira, a banda tem tentado abraçar o mundo. Mas no caso de “One Tree Hill”, do sucesso de 1987, The Joshua Tree, os roqueiros Irlandeses se dedicaram a uma tragédia mais pessoal.

A épica canção que lembras hinos antigos foi escrita em sua maioria sobre o funeral de um amigo e funcionário da banda, Greg Carroll. Bono conheceu Carroll na primeira viagem do U2 a Nova Zelândia, em 1984 para a Unforgettable Fire Tour. Acordado no meio da noite (em função do jet lag), Bono saiu com alguns locais de Auckland que queriam lhe mostrar a cidade. Um deles era Carroll, um homem Maori que tinha sido contratado como roadie para o show da banda. Naquela noite, Carroll e os outros levaram Bono até One Tree Hill (Maungakiekie em Maori), um dos picos vulcânicos mais espiritualmente significativos em Auckland.

Carroll também impressionou Bono e a banda com seu trabalho no show. O roadie que tinha 20 e poucos anos já possuía alguns anos de experiência com banda Neozelandesas. A sua natureza gentil, mas firme era óbvia para os integrantes do U2.

“Ele era tão bom, que pedimos que ele nos acompanhasse na Austrália”, Bono disse. “E ele continuou sendo tão bom, que o convidamos a se tornar um membro permanente da nossa organização”.

Então Carroll seguiu o U2 até a Austrália, os E.U.A, até no Live Aid (ele é o homem que entrega a Bono o microfone após suas famosas interações com o público). No fim da turnê, ele voou com a banda para Dublin, onde se tornou assistente pessoal de Bono. Ao longo de alguns anos, Carroll não se tornou apenas uma parte importante para o conjunto de empresas da banda, mas também um grande amigo do vocalista e sua esposa, Ali Hewson.

Na preparação para a gravação de um novo álbum, que se tornaria The Joshua Tree, Carroll estava “pesquisando locações para filmar para o próximo álbum e para a arte da capa”, de acordo com Bono. “Seu objetivo era dirigir e produzir vídeos e filmes”.

Carroll foi tragicamente impedido de alcançar seu objetivo quando faleceu em um acidente de moto em Dublin em 3 de julho de 1986. Ele estava levando a moto de Bono para sua casa em uma noite chuvosa, quando um carro apareceu em sua frente. Carroll acertou a lateral do carro e morreu instantaneamente. Ele tinha 26 anos.

“Sua morte realmente mexeu conosco”, o baterista Larry Mullen Jr. disse no livro U2 by U2. “Foi a primeira vez em que alguém do nosso círculo morreu”.

Bono tinha viajado para o Texas para cantar com Willie Nelson, mas ao descobrir a notícia uma hora após aterrissar, ele voou de volta para a Irlanda. Bono, Ali, Mullen e outros membros da organização da banda então voaram com o corpo de Carroll para a Nova Zelândia, conheceram sua família e compareceram ao funeral. Bono cantou “Let it Be” e “Knocking on Heaven’s Door” em tributo ao seu amigo.

O cantor e a banda homenagearam Carroll escrevendo e gravando “One Tree Hill”. Bono refletiu no seu luto, enquanto referenciava o pico que subiu na primeira noite que conheceu Carroll, na letra: “A lua está no alto e sobre One Tree Hill / Nós vemos o sol se pôr em seus olhos”. O vocalista também adicionou algumas observações políticas no segundo verso da canção, referenciando o ativista e cantor folk Chileno, Victor Jara.

“One Tree Hill” se tornou a nona canção em The Joshua Tree. A versão final utilizou o único take vocal de Bono; ele não gravou outro pois achava que não conseguiria se conter até o fim da canção novamente. Ela foi lançada como o quarto single do álbum na Austrália e Nova Zelândia, onde chegou em 1° lugar. A banda atrasou a performance ao vivo até a terceira parte da turnê de The Joshua Tree, visto que Bono achava que suas emoções atrapalhariam seu canto. Ela é tocada esporadicamente desde então, geralmente em shows na Nova Zelândia.

Fonte: diffuser.fm


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  • Will Wolff

    Sabe me dizer como eles fizeram o clipe?? Pq dá pra sentir a emoção de Bono ao cantar ela no clip.

  • Thiago dos Santos Pereira

    Eles gravaram a performance em um show para o documentário Rattle and Hum, mas ela acabou sendo cortada da versão final.