How To Dismantle An Atomic Bomb - U2 cria sua própria Era Atômica | U2 Brasil
29 de abril de 2015 · Especial Álbuns
How To Dismantle An Atomic Bomb – U2 cria sua própria Era Atômica
VictorRuyzPostado por VictorRuyz

“Uno, dos, tres, catorce. Essa é a matemática correta para uma banda de rock and roll.”
U2.

O começo do 11° álbum de estúdio esteve amparado na bem sucedida turnê de ATYCLB. O U2 não estava disposto a abrir mão da coroa que tanto batalharam para conquistar – novas canções para HTDAAB começaram a surgir logo após desempacotarem as malas da Elevation tour.

A decisão de fazer um CD mais rock ‘n’ roll estava firme, mas o objetivo de causar barulho no natal de 2003 veio e foi embora, e logo Steve Lillywhite embarcaria como o novo produtor principal. Ele foi a conexão direta que a banda precisava, além de chefe de um elenco que incluía os já confiáveis Daniel Lanois, Brian Eno e Flood, e novos colaboradores: Jacknife Lee, Nellee Hooper e Carl Glanville.

Não pela primeira vez, a banda teve parte do trabalho em processo roubado – um CD de The Edge, contendo várias demos, sumiu -, fazendo com que o quarteto anunciasse oficialmente que caso as músicas vazassem na internet, iriam adiar o lançamento do disco. Apesar do contratempo, tudo ocorreu como esperado, e um novo pacote de canções extremamente poderosas e cheias de vigor logo ganharia formas finais.

“Ele foi feito para ser um álbum de rock ‘n’ roll, puro e simples. Nós estávamos bastante animados que The Edge não estava sentado no piano ou mexendo em algo que envolvesse tecnologia, pois ele é um dos melhores guitarristas. Mas também isso se tornou um tanto entediante, porque mostrava que você só pode ir muito longe usando ‘rifferama’. Queríamos expandir nossa dimensão”.
Bono.

“Agora temos um rock punk que atravessa por Phil Spectorland, vira à direita em Tim Buckley, passa por becos, alcançando então, novas paisagens e céus. Foi uma composição feita acidentalmente, por uma banda punk que gostaria de tocar Bach”, disse o vocalista.

Adam disse que muitas das canções foram “uma pequena volta para nossos primeiros dias. É como se a cada ano tivéssemos colhido um pouco, e isso – o álbum – é o que somos agora.”

O cartão de visita era “Vertigo” – e nada podia pará-la -, uma espécie definitiva de single merecedor do termo “rifferama”. O riff da música foi uma das primeiras ideias tidas para o álbum – na casa de The Edge, em Malibu -, e imediatamente soara como pertencente aos primórdios do rock clássico – algo entre Zeppelin e The Stooges, mas com a vitalidade do século 21.

“Vertigo” surgiu em Novembro de 2004, e estabeleceu a primeira parceria entre U2 e Apple – a música apareceria em um comercial do iPod. A canção foi logo para o topo das paradas no Reino Unido – feito então conquistado por eles pela sexta vez. O mesmo sucesso aconteceu na Europa, e a presença da música seria sentida por anos: Ganhariam três Grammys por causa dela – incluindo o de melhor clipe -, e seu título daria nome à próxima turnê.

Duas semanas depois, quando o álbum fora lançado, ficou claro que o U2 correra para longe de tudo já feito antes, para estabelecer uma nova assinatura. Caminhando com uma guitarra de rock, eles estavam repletos com uma variedade de climas e ritmos, desde a alta e extrovertida “All Because Of You”, até a contemplativa “Sometimes You Can’t Make It On Your Own”. Esta canção, conforme a NME disse, era “suave e com um ritmo determinado a crescer com tanta maestria que se torna difícil fazer uma comparação.”

De fato, o álbum estava imerso do espírito que o quarteto sempre teve – e desenvolveu – por décadas: nunca ter medo de pensar grande. A resposta para isso se deu com múltiplos certificados de platina: quádrupla no Reino Unido e Austrália; tripla nos Estados Unidos. O disco era número 1 em todos os lugares.

“All Because Of You”, “City Of Blinding Lights” e “Sometimes You Can’t Make It On Your Own” se tornaram singles significantes, ao mesmo tempo em que a banda estava na estrada com a turnê Vertigo.

Os primeiros shows foram ao redor da América do Norte, onde tinham Kings of Leon como banda de abertura. Passariam depois pela Europa, América do Sul, Austrália, Nova Zelândia, e Japão.  Vinte e um meses após o primeiro show, a turnê terminaria, em Honolulu, onde contariam com a presença do Pearl Jam abrindo o show – além da participação de Eddie Vedder e Mike McCready nos palcos, para uma versão de “Rockin’ In The Free World”.

“‘How To Dismantle An Atomic Bomb’ é um título excêntrico para um álbum. Nós concordamos com isso. Na verdade, eu estava me referindo a meu pai, Bob. Ele é a bomba atômica em questão. Eu quero agradecer a ele por ter-me dado uma voz e um pouco de atitude para vir a usá-la.”
Bono, no Grammy 2005.

Fonte:

U2.com 
udiscovermusic 
u2gigs 


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