#TBT: Um verdadeiro time dos sonhos | U2 Brasil
27 de junho de 2019 · #TBT
#TBT: Um verdadeiro time dos sonhos
VickyPostado por Vicky

1986: a Anistia Internacional comemoraria seus 25 anos, porém, apesar dos seus trabalhos reconhecidos mundialmente na luta pelos direitos, pela igualdade, o número de voluntários que haviam se juntado a ela ainda era considerado pequeno, especialmente nos Estados Unidos – algo em torno de 150 mil, ou 0,08% da população do país na época. Pensando em unir o útil ao agradável, ou seja celebrar a data e chamar mais pessoas para aderir a sua causa, Jack Healey, ex-monge e diretor da Anistia Internacional, pensou em realizar uma série de concertos com a presença de artistas renomados e que possuíam claro interesse com a causa humanitária.

Sendo assim, o U2 apareceu como um dos nomes claros na lista de artistas que poderiam se envolver no projeto. Jack, no ano anterior, se aproximou de Paul McGuinness depois de um show da banda e apresentou a sua ideia: a banda poderia “doar” uma semana de sua agenda para a Anistia? Paul e Bono concordaram de prontidão. Jack então começou a bater em outras importantes portas, com o auxílio do lendário promotor de eventos Bill Graham – que além de já ter trabalhado com nomes como Janes Joplin, Led Zeppelin, havia produzido outros grandes evento humanitários. Foram recrutados Lou Reed, Peter Gabriel, Bryan Adams, Joan Baez (cantora folk americana), Neville Brothers e Sting (que segundo consta chegou a dizer que a Anistia “seria o único motivo para ele sair da cama ultimamente”). Juntamente com ele veio a grande surpresa: separados desde 1984, sua então ex-banda The Police faria uma reunião especial nos 3 últimos shows (a banda só se reuniria novamente mais de 15 anos depois, em 2003, quando foram introduzidos ao Rock and Roll Hall of Fame em 2003).

Foram marcados então 6 concertos: começando em 04 de abril de 1986 no The Forum em Los Angeles e com o encerramento programado para 15 de junho de 1986, no Giants Stadium, em East Rutherford. Aliás, para o último evento da turnê, além da transmissão ao vivo a ser realizada pela MTV, também se juntariam outros importantes nomes, não apenas da música mas do entretenimento em geral: Robert De Niro, Michael J. Fox, Christopher Reeve, Michael J. Fox e Muhammad Ali subiram ao palco para anunciar os artistas e darem seu apoio a causa. Ao staff de artistas regulares do evento uniram-se, dentre outros nomes: Bob Geldolf, Miles Davis, Yoko Ono, Little Steven e Joni Mitchell.

O setlist dos shows eram escolhidos pelos artistas com músicas dos seus próprios repertórios e também covers com temáticas que giravam sobre a temática da igualdade, liberdade política, coragem…. Bono fez dueto com Sting algumas noite em “Invisible Sun”. “Bad” mantinha-se um hino forte para grandes plateias. Mas certamente o momento mais marcante foi a noite de encerramento da turnê: após Bono ter se unido ao The Police, todos os artistas participantes daquela noite juntaram-se no palco e liderados pelo nosso irlandês entoaram: “I Shall Be Released” de Bob Dylan.

Os seis shows acabaram sendo um verdadeiro sucesso para Anistia, além de a causa inicial ter sido atingida: o número de inscritos na organização aumentou em 45.000 nos Estados Unidos, foram angariados mais de 3 milhões de dólares. O êxito acabou em motivá-los a criar uma série de outros shows no futuro que ficaram conhecidos como “Human Rights Concerts”.


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