The Joshua Tree - U2 alcança o topo do mundo | U2 Brasil
10 de março de 2015 · Especial Álbuns
The Joshua Tree – U2 alcança o topo do mundo
VictorRuyzPostado por VictorRuyz

Os tempos desde “The Unforgettable Fire”, três anos antes, foram uniformemente grandiosos, em estádios que respondiam em tamanho e escala à popularidade global que o U2 construía. Agora, enquanto a Time fazia aquele pronunciamento de forma enfática, a banda estava, pela primeira vez, com um álbum no topo das paradas americanas, em um reinado que duraria longos meses, até que viessem a ganhar o Grammy, por causa de “The Joshua Tree”.

O U2 se tornara o mestre de seus próprios passos, tanto em estúdio quanto na estrada, e a aventura da banda na turnê do álbum anterior incluíra alguns casos inesquecíveis. Em Junho de 1985, se apresentaram diante de 55 mil fãs, em casa: Dublin’s Croke Park; lançaram o EP “Wide Awake In America”, que se tornaria um novo cartão postal dos Estados Unidos.

Algumas semanas depois, uma plateia gigantesca viu Jack Nicholson, via satélite, direto de Philadelphia, anunciar a entrada do U2, que roubaria as atenções, no Live Aid, em Wembley Stadium. Os leitores da Rolling Stone elegeriam aquela como a melhor apresentação feita no festival – e em um palco onde vários astros mundiais passaram, aquilo significava alguma coisa.

A voz de Bono agora era ouvida em várias formas, desde participações no single anti-apartheid “Sun City” (1986), até o hit “In a Lifetime”, de Clannad. Em Junho daquele ano, o U2 fez parte da equipe “Amnest International”, pela turnê “Conspiracy of Hope”, dos Estados Unidos, ao lado de outros músicos, como Sting, Lou Reed, Peter Gabriel e Bryan Adams.

Mas conforme o ano passava, a necessidade e o desejo por uma nova parada nos estúdios crescia incessantemente. No verão, depois das sessões locais, o U2 voltou ao confiável estúdio Windmill Lane, em Dublin. Acompanhados, novamente, daqueles que ajudaram “The Unforgettable Fire” ganhar um peso a mais: Brian Eno e Daniel Lanois.

Bono diria mais tarde que muito do material de “The Joshua Tree” foi, essencialmente, gravado na sala de estar da casa de Adam Clayton e no quarto de hóspedes da casa de Larry Mullen Jr, em sessões que despontavam mais como algo espontâneo. “Isso poderia ter tomado inúmeras outras direções”, ele relembra.

Havia, de fato, sons mais naturais e sem adornos, no resultado final, como o rock mais introspectivo e folk de “Running to Stand Still”. Os sabores decorriam entre o blues e o bíblico, e até mesmo as épicas “With or Without You” e “I Still Haven’f Found What I’m Looking For”, que se tornariam número 1 entre os singles da América, cresceram lentamente.

Os recorrentes temas espirituais se encaixaram perfeitamente com o que a impressão visual do álbum sugeria; inspirada em uma sessão de fotos com Anton Corbijn no deserto de Mojave em meio a árvores antigas, que haviam recebido o nome do antigo profeta do Velho Testamento.

“Joshua” também foi a casa da música mais confrontadora e expressa com mais ousadia da banda, “Bullet The Blue Sky”; músicas entusiastas como “In God’s Country”; e para expandir o catálogo de hinos, há “Where The Streets Have No Name”. Lá, há tristeza também, e a banda faz uma dedicação especial a Greg Carrol, o assistente da banda, morto em um acidente de motocicleta em Dublin, enquanto o álbum estava sendo criado, em Julho de 1986.

“Em ‘Joshua Tree’, o U2 mostra sinais de amadurecimento que tiram o fôlego. As letras de Bono Hewson estão consistentemente mais focadas e foram criadas mais eloquentemente do que nos álbuns anteriores, e seu modo de cantar mostra uma banda com expressões de desilusão que encontrou uma nova força apaixonante.”

– Robert  Hilburn, à Los Angeles Times

“Esse álbum pode se tornar um dos maiores, e ele soa exatamente assim.”

– Rolling Stone

Estavam certos! Lançado em 9 Março de 1987, “The Joshua Tree” foi disco de platina no Reino Unido após 48 horas, e vendeu 235 mil cópias na primeira semana, se tornando até então, o álbum que mais fora vendido tão rapidamente, na história britânica. Alcançou o topo pela Europa e recebeu diversas certificações pela América. Venderia 4 milhões até o fim daquele ano, e em 1995 viria a receber a tão rara certificação de diamante, por chegar a 10 milhões de cópias vendidas.

Embarcando nessa força imparável, o U2 seguiria pela estrada, fazendo shows tanto em estádios quanto em arenas. Após 96 apresentações, 11 países visitados e 3 temporadas de turnê – além de duas poderosas noites em Wembley Stadium -, as raízes já estavam fortalecidas; continuariam com as apresentações pela América do Norte durante Abril de 1987: cinco noites em Los Angeles Arena; o mesmo número em Meadowlands, em New Jersey; o espetáculo continuariam por outros dois meses e meio.

Com “The Joshua Tree” a banda viria a ganhar seus primeiros Grammys. O começo de uma coleção que hoje conta com 22 troféus.

“Bono domina uma canção conforme a canta, e no momento em que ele entra no estádio, não há mais dúvidas do ele causará: uma entrega incondicional. Adam Clayton e o baterista Larry encontraram uma sólida estadia musical, e o guitarrista, The Edge, pode fazer um riff se tornar uma epifania.”

– Rolling Stone

Fontes:
udiscovermusic
u2gigs


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