Não há muito divulgado sobre a vida particular dos produtores da banda. Mas é possível conhecermos os trabalhos de ambos e as bandas que já foram apoiadas em seus processos de produção.
Brian Joseph Burton, o "Danger Mouse", é norte-americano, nascido em 1977. Como músico, Mouse participa de duas bandas: a primeira, chamada "Gnarls Barkley", voltada para o ‘soul’ e o hip-hop alternativo, já tendo ganho, em 2007, um Grammy de melhor música alternativa daquele ano. A segunda, "Broken Bells", de rock alternativo, fez sucesso entre 2009 e 2010 nos Estados Unidos.
A carreira de Mouse se iniciou como músico, tocando em pubs no Reino Unido, até ter seu trabalho descoberto por uma gravadora local, chamada "Lex Records". Ganhou fama com o disco "The Grey Album", lançado em 2004 e que trazia mixagens de vocais do disco "The Black Album", de Jay-Z, com instrumentais do disco "The White Album", dos The Beatles.

O trabalho de Mouse ganhou projeção com a aclamação da crítica e, devido ao problema com a utilização não autorizada das músicas dos Beatles, acabou virando um sucesso na internet, o que o tornou ainda mais conhecido.
Como produtor, Danger Mouse tem em seu currículo trabalhos com as bandas "Gorillaz", "Beck" e "Snoop Dog". Na produção do segundo álbum da banda "Gorillaz", Danger Mouse recebeu uma indicação a 'Produtor do Ano'. O trabalho com outras bandas, aliado ao trabalho como música na banda Gnarls Barkley, consolidou seu nome no cenário musical.
Mais sobre o trabalho de Danger Mouse em "Songs of Innocence" pode ser lido em matéria que publicamos quando divulgamos em primeira mão o início da gravação do álbum. Clique aqui.
Mas Danger Mouse não esteve sozinho na produção de "Songs of Innocence" – o álbum foi co-produzido com Flood, um produtor que acompanha o U2 desde "The Joshua Tree".

O nome verdadeiro de Flood é Mark Ellis, britânico de Manchester, nascido em 1960. Sua marca, em todos os trabalhos, é a utilização de som eletrônico de última geração, incorporando à música muitos elementos sintéticos.
A origem do codinome 'Flood', tem duas versões. A primeira, por sua estratégia de manter músicos no estúdio despertos através de abundantes quantidades de chá. Ou, ainda, porque uma vez fora noticiado que, devido ao hábito de beber muito chá, vivia constantemente derrubando o líquido pelos lugares em que passava. Sabemos, então, que Flood é uma verdadeira inundação – mas de chá.
A carreira começou no final dos anos 70. Em 1978, teve seu primeiro emprego como agente no London's Morgan Studios. Em 1981, já em carreira autônoma, teve seu primeiro grande projeto de estúdio, como engenheiro de áudio assistente na estreia do New Order.
Em 1987, trabalhou no projeto de The Joshua Tree, do U2, ao lado do produtor Brian Eno. A partir de então, ele trabalhou na produção de bandas de punk-rock e rock alternativo, tais como "Depeche Mode", "The Samashing Pumpkins", "Nine Inch Nails", "A-ha", "Placebo", "The Killers" e "The Jesus & Mary Chain".
Voltou a trabalhar novamente com o U2 em "Achtung Baby". Assim, Flood sempre esteve envolvido com o trabalho do U2, mas também de outras bandas. Em 1993, Flood compartilhou suas funções de produtor com Brian Eno em "Zooropa". Flood definiu "Zooropa" como "o álbum mais livre do U2". Neste mesmo ano ele também trabalhou com o Depeche Mode. Em 1994, ele trabalhou novamente com o Nine Inch Nails. Voltaria a trabalhar com o U2 novamente apenas em 1997, na produção de "Pop".
A partir de então, esteve trabalhando com as bandas "A-ha", "Placebo" e "The Killers", até ser convidado novamente a co-produzir "Songs of Innocence". Após o conturbado lançamento do álbum via iTunes, Flood veio a público e fez uma defesa da banda e do álbum, conforme já publicamos.
Atualmente, produtores e banda encontram-se novamente em produção de novas músicas: "Red Flag Day", "Civilization" e "Instrument Flying”, anunciadas na entrevista exclusiva ao ‘The New York Times’, concedida diretamente dos ensaios e cuja íntegra – inclusive com a referência às novas músicas, você lê aqui.






