Entrevista de Adam Clayton para o GoldDerby (Emmy Award)
Entrevista de Adam Clayton para o GoldDerby (Emmy Award)
Entrevista de Adam Clayton para o GoldDerby (Emmy Award)
23 de junho de 2016
Marina
Newsposter e colunista do U2 Brasil

A aparição de Adam nessa entrevista ao GoldDerby.com ajuda a colocar a banda e a transmissão da HBO na pauta daqueles que escolhem os indicados ao Emmy. A entrevista possui duração de cerca de 14 minutos e você pode conferir aqui a íntegra:

Chris Beachum, o editor-chefe da GoldDerby, conversou com Adam sobre esse show, bem como sobre os ataques terroristas em Paris que levaram o U2 adiar a exibição pela HBO na data previamente marcada para os shows, que era 14 de novembro. Adam fala com detalhes sobre o que aconteceu no dia do ataque, em que a banda e sua equipe se preparavam para o show, quando receberam uma mensagem de que deveriam deixar o prédio e voltar ao hotel, sem muitos detalhes do que estaria acontecendo.

Adam conta que acessou o site da BBC e viu as notícias sobre as explosões de bombas no jogo de futebol e que as informações naquele momento não eram claras, o que era apavorante. Somente no hotel entenderam o que estava acontecendo e lamentaram por acontecer em Paris, que é sempre uma cidade hospitaleira. Contou que na semana seguinte a cidade permaneceu praticamente fechada e todos os eventos programados em Paris foram cancelados. Ele lembrou que a banda se dirigiu às autoridades locais e demonstrou seu interesse em realizar o show ainda naquele ano e que a grande questão era escolher um lugar seguro em Paris para realizar um evento como o show do U2.

No entanto, todos reconheceram que seria importante que Paris se abrisse novamente e que as pessoas pudessem ir ao show e pudessem sair às ruas - e elas de fato foram, com uma mescla de sentimentos. Eles mantiveram contato com a banda Eagles of Death Metal durante todo o tempo e os encorajaram a voltar aos palcos e à cidade.

Na sequência, Chris perguntou a Adam como é o processo de seleção de músicas antigas e novas quando a banda decide sair em tour. A isso, Adam respondeu que é um processo difícil, porque a banda possui muito material que caberia no show e que no início eles sempre estabelecem colocar cerca de 10 canções do último disco gravado e que as antigas canções são trazidas de acordo com o arco narrativo estabelecido para o show, escolhidas de acordo com o que faz mais sentido.

Ele explica que a última tour está concentrada em mostrar de onde eles vieram, falar de Dublin, do quanto eles eram inocentes quando começaram, por volta dos 18 anos. Para esse show eles olharam para o local de onde vieram e iniciam o show com aquela lâmpada sobre suas cabeças, reproduzindo os ambientes punks da adolescência, o que lhes dá muita energia para começar o show. Falam de relacionamentos e de eventos importantes, como a morte de Iris, os ataques com bombas em Dublin, o crescimento na Cedarwood Road, seus amigos de infância – e como tudo isso lhes deu uma visão única sobre o mundo e como conquista-lo. Esse é o momento em que eles se dão conta do quanto a fase da inocência foi poderosa e determinante – e é sobre isso que o show fala.

Adam fala sobre o relacionamento dos integrantes da banda, sobre serem amigos antes de serem músicos e que a razão para acordarem pela manhã é a música e a vida ao vivo. Ele conta que quando começaram juntos a se desenvolver como músicos foram avisados por Paul McGuinness que para manter a amizade na banda eles deveriam ter partilha igual, de resultados mas também de esforços.

Adam contou também sobre as experiências do U2 em cerimônias de premiação, elegendo o Grammy de premiação do álbum 'The Joshua Tree' como sua lembrança mais significativa dentre as premiações das quais a banda já participou, pois eram muito jovens e era apenas o quinto álbum da carreira. Aquele foi eleito o álbum do ano, com a canção do ano e outros prêmios. Adam diz que são realmente uma banda de sorte por se manter no mercado e que continuam trabalhando muito para entender e ouvir tudo que acontece ao redor.

Falou também sobre a entrada da banda no Hall of Fame em 2005, sendo uma das bandas mais jovens a entrar nessa lista, e do quanto é incrível estar nessa lista e fazer parte da História da música. Adam falou ainda sobre a cerimônia do Oscar e contou que é uma grande honra estar naquele palco e que apenas grandes músicos possuem a honra de ser indicados – tendo sido o U2 indicado por duas vezes. No final, Adam revelou que a banda possui projetos de continuar desenvolvendo música para filmes e que ainda espera ganhar um Oscar um dia pois "ainda somos muito jovens para isso".

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