U2 concede entrevista ao Jornal The Observer
12 de outubro de 2014
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Duff

Via U2.com

A entrevista de Dorian Lynskey com a banda no jornal "The Observer" de hoje no Reino Unido é uma boa leitura. Aqui estão alguns dos melhores momentos:

Sobre o lançamento do álbum pelo iTunes:

"Nós já éramos pessoas irritantes, já era algo divisor de opiniões, já era 'Não os suporto, quero matá-los'. É o trabalho da arte ser polêmico." (Bono)

"Eu realmente tive minhas dúvidas sobre o lançamento antes de fazê-lo, e depois também, mas foi a coisa certa a se fazer. Foi uma oportunidade que virá apenas uma vez na vida de todos. Eu não acho que todos gostariam de fazê-lo de novo." (Edge)

"O plano não era pra ser controverso. No mundo de hoje há muita falação, então a fim de atravessar esse ruído todo eu temo que estamos destinados a fazer um barulho muito alto de nós mesmos." (Adam)

Sobre perder a mãe

"Se alguém for fazer uma análise dos cantores e compositores no rock’n’roll, você ficaria chocado pelo quanto deles perderam suas mães. Você está na época onde está descobrindo as garotas e a mulher que o colocou no mundo sai de cena de uma maneira muito dramática. Mas o que é mais interessante é a raiva que segue o sofrimento. Onde você coloca isso? A música chega na minha vida como uma emancipação e o punk rock me dá um lugar para gritar. É literalmente transformar sua merda em gravações de ouro." (Bono)

"Tudo que eu pensava que seria não estava mais lá. Tudo estava quebrado, como o lar, que de repente se foi, tudo se foi. Então meu negócio foi encontrar algum outro lugar pra ir. Eu precisava de outra família e a banda tornou-se isso para mim e isso foi um refúgio." (Larry)

Sobre o Punk

"As pessoas eram ligadas por ele ou completamente repelidas. Foi algo que definia você. Faz-me começar a contorcer quando a música é suave, como uma bela trilha sonora para a sua vida. A música se tornou um pano de fundo, uma commodity, algo indo para fundo. É por isso que eu adoro o Kenye West porque ele é como, 'Pegue isso! Estou como ele. Vamos não deixá-lo confortável...'" (Edge)

Sobre estar numa banda

"O motivo pelo qual fizemos isso é porque somos incompletos e estar numa banda permite às pessoas que estão levemente quebradas sentir-se consertadas por esse período de tempo." (Larry)

Sobre estar no meio de uma discussão barulhenta

"Por que eu escrevo canções sobre violência política? De onde vem isso? É muito perturbador pensar que minha vida adolescente foi amplamente dominada por memórias de violência e que minha visão do mundo foi moldada por isso. Isso pode significar um tipo de defeito psicológico em mim, mas eu me sinto mais confortável no meio das maiores, mais barulhentas, mais caóticas discussões." (Bono)

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