Mais uma vez o U2 estará presente, e dessa vez esperamos que não apenas participar da festa. Separe seu balde de pipoca, vista o figurino e vamos torcer para que essa não seja mais uma “ordinary night” na vida do U2.
Você pode não concordar com os indicados ou vencedores, torcer por esse ou aquele, mas não há como negar que a entrega do Oscar é um dos eventos mais esperados do ano, e sim, acaba por ser o prêmio mais relevante da indústria cinematográfica mundial. O que cada um veste, os discursos, os vencedores e perdedores tornam-se assunto – e relevância – por anos a fio.
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood foi criada em janeiro de 1927, pelo então presidente da MGM Studios, Louis B. Mayer que se uniu a um grupo de 36 diretores e atores.
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A primeira entrega dos prêmios foi realizada em 1929, em Los Angeles, em meio a Grande Depressão que atingia a enconomia norte-americana e mundial. A lenda indica que o nome do prêmio deve-se ao fato que a então diretora executiva Margareth Herrick achava a estatueta muito parecida com o seu tio Oscar. O critério de seleção dos filmes indicados e premiados é demorado e complexo, e envolve quase 5.000 pessoas com direito a voto, sendo todos profissionais do ramo.
Para nós fãs do U2, a edição desse ano é mais do que aguardada: “Ordinary Love” música composta pela banda, concorre a estatueta de Melhor Canção Original.
Produzida como trilha sonora para o filme “Mandela: Long Walk to Freedom” ela já garantiu para o U2 o Globo de Ouro deste ano. A banda além de comparecer a entrega dos prêmios irá defender ao vivo a sua música.
Cenas do filme MANDELA: Long walk to freedom
“Ordinary Love” teve como inspiração para a sula bela letra as cartas de amor trocadas por Nelson Mandela – que morreu no último ano de 2013 – e sua esposa Winnie, enquanto ele se encontrava na prisão. O prisioneiro número 46664, detido na Ilha Robben devido sua luta contra o Apartheid produziu uma rica lista de cartas com sua então mulher na ocasião, nelas vemos não o mito e forte Mandela, mas sim um homem apaixonado, com saudades de sua família, é tocante a fragilidade que ele demonstra no que escreve. “O homem que não podia chorar”, como escreveu Bono no texto para a Time na ocasião do falecimento de Madiba, é frágil, normal, simplesmente humano em suas escritas.
Voltando a falar na premiação em si, essa não será a primeira vez que o U2 concorre a uma cobiçada estatueta nos Oscars. Em 2003 “The hands that build America”, especialmente feita para “Gangues de Nova York”, filme de Martin Scorcesse. Nele há o retrato de uma parte da história da cidade de Nova York, com conflitos entre os nativos nascidos em terras estadunidenses, e imigrantes irlandeses durante o século XIX, no bairro conhecido como Five Points. Apesar da bela apresentação na noite dos prêmios, na qual a banda foi introduzida pelo seu compatriota Colin Farrel, naquela ocasião ficou para Eminem as honras de melhor canção. “Lose Yourself” feita pelo rapper para o seu autobigráfico “8 miles – Rua das Ilusões” sagrou-se a escolhida.
A 86ª premiação acontecerá hoje, em Los Angeles e será conduzida novamente pela apresentadora e comediante Ellen Degeneres diretamente do Dolby Theatre. Além da nossa tão aguardada categoria serão entregues outros 23 prêmios. Neste ano, somente quem tem acesso à TV por assinatura que poderá assistir à premiação pela telinha, devido os desfiles das escolas de samba do grupo Especial carioca, a rede Globo, que não incluiu a festa do cinema na programação e fará apenas alguns flashes durante a noite.
Entre os canais fechados, a exibição completa será realizada pela TNT, a partir das 20h30 (horário de Brasília). Além da TNT, também na TV a cabo, o canal E! transmitirá ao vivo o tapete vermelho, a partir das 17h. Mas claro vocês podem ficar ligados no nosso Twitter, aqui no site, Facebook e Instagram para todas as novidades que nos aguardam.
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