U2 está à todo vapor na Innocence + Experience Tour, tocando em arenas desta vez, em vez dos enormes estádios de turnês anteriores como a 360° Tour e continuando após o golpe com a morte inesperada de gerente da banda na semana passada [a matéria foi publicada em 03 de junho].
Nós conversamos com o diretor de criação Willie Williams, em uma entrevista divida em várias partes sobre sobre trabalhar com cenógrafos Es Devlin e Ric Lipson, o designer de som Joe O'Herlihy, a evolução do projeto da tour e projetar o U2 sem o falecido Mark Fisher.

Live Design: Então, dada a propensão para você e a banda começarem cedo, há quanto tempo isto começou?
Willie Williams: A primeira reunião da equipe da banda e a equipe criativa foi em março de 2013, de modo que o processo de design durou pouco mais de dois anos. Dito isto, a primeira conversa que tive com Bono sobre "a próxima turnê" foi na última turnê, que tende a ser o lugar onde essas coisas começam. Mesmo assim, na 360° Tour, Bono estava perguntando onde devemos ir em seguida e sugeriu que, em contraste com os 200 caminhões de aço, deveríamos começar o próximo show com um único, com uma lâmpada nua.
A tour tinha seu início previsto para a primavera de 2014, mas, com uma coisa e outra, acabou sendo adiada por um ano, então nós tivemos um período muito prolongado de projeto.
Live Design: Quais eram os seus objetivos de projeto, bem como os da banda?
Willie Williams: Como sempre, este show do U2 nasceu do diálogo com a banda. Cada turnê U2 teve algum tipo de marco a partir do qual tudo tem crescido: bandeiras brancas, o Blues, a arquitetura, a reaplicação de trabalho, e, claro, tudo resultou em máscaras envolventes. Neste projeto, a gênese foi narrativa. É a narrativa que percorre o álbum: a história de quatro adolescentes que crescem na Dublin dos anos 70, olhando para fora de suas janelas do quarto e tentando descobrir como eles se encaixam no mundo exterior, muitas vezes violento e perturbado.

Live Design: Nós falamos sobre esta noção de dois shows diferentes, em noites alternadas. Isso aconteceu?
Willie Williams: Nós estávamos completamente destinados a ter dois setlists diferentes e fazer um par de shows. Esta ideia sobreviveu todo o caminho até o início dos ensaios, ponto em que se tornou evidente que não era realmente viável. Eu realmente acredito que eles poderiam ter ensaiado músicas suficientes para dois shows, e eu teria gostado muito de ser possível mergulhar no catálogo, mas a questão de quais músicas ficariam de fora de um determinado show era grande demais para ser desprezada. O potencial de irritar um apostador que compra um ingresso para o show "errado", dependendo do seu gosto pessoal, começou a fazer disso um pouco de um campo minado.

Live Design: Qual é a sensação geral do design?
Willie Williams: Nós parecemos ter criado uma mistura de performance, som, vídeo e iluminação, alguns dos quais eu sinceramente acho que alguém já tenha visto antes. É um show estranho em alguns aspectos, mas o arco dele fica junto de uma forma inesperada e agradável. A peça central é este objeto híbrido tela-ponte-palco-luz que às vezes é a área de atuação e em outras vezes apaga a área de atuação. Eu digo que é a peça central, mas para grande parte do show, nós o ignoramos completamente, optando pela posição imaginável do mais básico rock 'n' roll.

No outro extremo, os momentos mais teatrais combinam todos os elementos de uma maneira nova e totalmente moderna. Depois de meia hora de um rock 'n' roll sem besteira, uma televisão de dupla face gigante preenche o espaço aéreo da arena. Nós mostramos algumas fotos, e em seguida, o cantor sobe para a televisão, e nós o vemos ali, fisicamente parte das imagens de vídeo, pendurado no meio da sala. É realmente muito estranho, mas totalmente mágico.
Fique ligado no U2BR para conferir as próximas partes da entrevista e compreender um pouco mais do processo de criação da Innocence + Experience Tour.
Fonte: Live Design






