Bono e Bill Gates são entrevistados em Davos
Bono e Bill Gates são entrevistados em Davos
Bono e Bill Gates são entrevistados em Davos
24 de janeiro de 2016
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Adriana

A parceria entre os dois é, há muito, conhecida por todos, principalmente no que tange à luta contra a AIDS. Como parte da série #FaceToFace, eles responderam juntos a algumas perguntas enviadas por usuários do Facebook e falaram sobre essa parceria e sobre as influências que receberam ao longo do caminho.

Confira a tradução da entrevista, na íntegra, abaixo:

Becky Quick: Para alguém que não conhece o histórico dessa parceria, talvez um observador casual, vocês são uma dupla um tanto quanto estranha. Como vocês se conheceram?

Bono: Sim, não é como se tivéssemos nos conhecido depois de um show do U2. Na verdade nos preocupávamos com as mesmas coisas e eu estava muito ansioso para conhecê-lo. O Bill já havia mudado o mundo uma vez, você sabe, com a revolução digital, e nós queríamos estar ao lado dele quando mudasse o mundo pela segunda vez.

Bill Gates: Um amigo em comum havia dito que deveríamos nos conhecer e eu fiquei realmente impressionado quando nos encontramos pela primeira vez. E então fizemos várias parcerias e temos assumido várias causas desde então.

Becky Quick: Quais são essas causas e quais são os objetivos que permitem a vocês trabalharem juntos?

Bono: Nós criamos a (RED) como uma espécie de porta de entrada ao ativismo, algo realmente simples. As pessoas estavam muito preocupadas a respeito do que vinha acontecendo, com a crise da AIDS. Vários países tinham um terço da sua população atingido com o vírus HIV. E eu vi isso de perto e me dei conta de que o problema é tão grande que precisamos usar tudo que estiver sob nosso alcance. Os Estados Unidos estão agora liderando  a maior interverção da história da medicina, é algo realmente incrível, e eu não acho que os norte americanos tem noção disso.

Bill Gates: Então essa organização está na verdade contando a história desse progresso, são pessoas cumprindo seus compromissos. Assegurando que as pessoas vejam o trabalho em primeira mão, o que é algo poderoso. A criatividade dessas pessoas que estão tão longe, que no início pode ser contada de uma maneira triste, mas na verdade é algo muito positivo, que requer criatividade. E o Bono tem sido o melhor em entender como fazer esse trabalho.

Becky Quick: Nós temos algumas perguntas enviadas pela página do Facebook. Repassarei a vocês algumas delas. Pergunta de Fred King: “Com tantas causas, como limitar o foco de vocês?”

Bill Gates: Bom, existem algumas coisas básicas. Os pais querem que seus filhos sobrevivam, querem que eles sejam bem alimentados, para que quando tiverem oportunidade de estudar estejam plenamente preparados. Estas são, na verdade, as necessidades básicas. Essas são as coisas que... você sabe... com a grande desigualdade que há no mundo é a forma de ajudar os países para que eles possam cuidar de si mesmos.

Bono: O trabalho com a (RED) é uma oportunidade muito clara de tomar partido em uma luta, uma luta que sabemos que podemos ganhar. Era uma loucura que um acidente de latitude e longitude, que o lugar onde você nasceu, decida se você vai viver. Se alguém tem essa enfermidade, a AIDS, em algum lugar perto de onde nós vivemos, apenas toma duas pílulas. Se tem essa doença lá, morre. A Fundação Gates está invertendo essa situação através da vacina. Esperamos que haja uma em 10 ou 15 anos. Estou sendo otimista?

Bill Gates: Sim!

Bono: Ah, sim!

Becky Quick: Temos uma pergunta de Mary Leahy que diz, “Quem foi a pessoa que mais os inspirou para que se preocupassem tanto com os outros?”

Bill Gates: Bom,  eu passei muito tempo com filântropos, e se tem uma coisa que temos  é gente  contando sobre coisas que tiveram que desistir. Você sabe, com frequencia vemos pais com recursos limitados, mas que sacrificam isso pelos filhos. Então, quando encontramos alguém com muitos recursos, esse hábito continua. É incrível que estejamos vivendo um momento tão positivo para a filantropia. Mas no meu caso, meus pais foram, sem dúvidas, minha maior influência.

Bono: Para mim, acho que é a minha própria fé. Não falo muito sobre isso porque já encontrei muita gente que se sentiu incomodada com isso.

Fonte: CNBC

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