U2BR entrevista: Steve Averill | U2 Brasil
31 de março de 2017 · U2BR Entrevista
U2BR entrevista: Steve Averill
Postado por Vicky
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Steve Averill, você pode não conhecer esse nome mas certamente sem ele o U2 não seria nem de perto a banda que vem a sua memória e coração, aliás nem ao menos teria esse nome, ou podemos garantir que talvez pudesse nem ao menos ter chegado ao posto de uma das maiores bandas da história do rock.

CVKmQbBXAAA2UvyNascido em Dublin, em 1950, Steve Averill também foi aluno da Mount Temple Comprehensive School, assim como os membros do U2 e desde muito cedo sempre foi interessado não apenas pelos grandes nomes da música como Beatles, Rolling Stones ou The Shadows, mas também pela arte das capas e aspectos visuais que embalavam o material produzido por esses artistas. Apesar de seus pais à princípio acharem que isso era apenas diversão, Averill acabou por assumir os vocais daquela que talvez tenha sido a primeira banda punk da Irlanda; sob o pseudônimo de Steve Rapid esteve à frente do The-Radiators-From-SpaceThe Radiators from Space – que foi justamente o que acabou por aproximá-los dos aspirantes a rockstar do lado norte da cidade – de setembro de 1976 até agosto de 1977, mas a banda chegou ao fim quando seus outros integrantes se mudaram para Londres. Sua última apresentação aconteceu no primeiro grande concerto de rock a céu aberto realizado na Irlanda, no Dalymount Park, juntamente com outro grande nome do rock irlandês: Thin Lizzy.

screen7originalAliando suas paixões, e o talento que já tinha demonstrado ao ser o responsável por desenhar a capa do primeiro single do Radiators, após ter trabalhado em algumas empresas no ramo de publicidade, acabou por fundar a Four5One Creative que posteriormente se tornou a AMP Visual. Além de ser a empresa responsável por todas as capas e alguns outros produtos do U2 como booktours, pôsters, o lançamento da biografia oficial da banda U2 by U2 e as inspiradas edições comemorativas de 20 anos de “Achtung Baby”, a AMP trabalhou com nomes como Depeche Mode, Leonard Cohen, The Script, além de expandir os seus negócios para indústria alimentícia e órgãos do governo irlandês.

Em 2015, Steve anunciou sua aposentadoria da AMP, mas continua acompanhando o mundo da música, sua grande paixão, inclusive ele se reuniu com os ex-membros do Radiators sob o nome de The Trouble Pilgrims para algumas apresentações. “Sound City Beat”, do The Radiators from Space, foi seu último álbum lançado em 2015.

Tivemos a honra de realizar com exclusividade um bate-papo via e-mail com Steve. Na nossa conversa, além de algumas curiosidades sobre a sua trajetória e processo criativo dos seus trabalhos, ele nos conta sobre seu primeiro contato com os garotos de Dublin, a sua impressão, o porquê do nome U2, seus principais trabalhos, “Songs of Experience”, o futuro, entre outros assuntos. Leia a seguir a íntegra da nossa entrevista.

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Como você conheceu a banda? Como foi a aproximação? Qual foi a sua primeira impressão sobre eles e sobre o som que faziam? Em algumas entrevistas, você contou que quando teve o primeiro contato com o U2 eles ainda não haviam definido que tipo de banda queriam ser, que estavam um pouco perdidos. O que o levou a insistir neles nesse período tão conturbado? Como a relação entre vocês se estabeleceu?

Eu conheci primeiro Adam Clayton, através do meu irmão Mark que estava no mesmo ano de Adam na escola. Adam estava interessado na minha banda The Radiators From Space e queria me perguntar sobras minhas experiências e pedir por conselhos para sua banda, até então conhecida como The Hype. Eles estavam em um estado nebuloso naquele momento e sem a certeza de que direção seguir. A minha primeira impressão é de que eles tinham um grande potencial, mas tinham um pouco de insegurança sobre si mesmos. No entanto, os quatro membros tinham uma integração que podia ser trabalhada em conjunto para desenvolver uma perspectiva musical interessante, visto que eles estavam vindo de uma atitude pós-punk.

E o nome, U2? Por que essa escolha, de onde veio a ideia? Houve outras sugestões?

dry_cell_battery_u2_1358964A ideia inicial veio de Adam, dizendo para mim que ele gostaria de um nome como “XTC”, que poderia significar várias coisas. Depois de pensar em alguns nomes eu optei por U2, sabendo do seu uso em coisas como o avião espião de Gary Powers ou outras como as pilhas fabricadas pela Eveready daquela época. Eu também estava ciente da universalidade e do potencial gráfico de uma letra e um número. Foi dito que eles pegaram o nome de uma lista de opções, isso não é verdade. Havia apenas uma opção que realmente servisse. No entanto, eu dei a eles outros nomes em potencial que eu tinha anotado em um caderno, para ver se havia algum que os chamasse a atenção, embora eu particularmente sentia que nenhum deles era apropriado.

Você trabalhou com alguma outra banda em início de carreira também? Na época que conheceu o U2, algum outro artista/banda te impressionou? Você conseguiu imaginar no começo a magnitude que o U2 teria? Havia alguma coisa que os destacava dos demais?

Naquela época, minha principal contribuição com trabalhos gráficos musicais era para o The Radiators From Space, embora eu também tenha trabalhado com bandas como The Blades e Virgin Prunes no começo da minha carreira. Acredito que o se destacou no U2 naquela época foi sua energia e atitude. Em particular, a sua vontade de procurar por conselhos, não apenas de mim, mas de muitos outros como o grande jornalista Bill Graham da Hot Press. Eles ouviam e então voltavam e diziam que concordavam com esta parte, mas não com aquela parte, ao invés de ir com tudo ou simplesmente rejeitá-la. Era como uma relação muito colaborativa e mutuamente respeitosa.

O “The Joshua Tree” completou 30 anos de lançamento este mês. O que a banda buscava para capa? Como o símbolo da Joshua Tree tornou-se apropriado para o momento?

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O título inicial para o trabalho era “The Two Americas”, o que contemplava ambos aspectos real e mítico de um lugar culturalmente influente. Nessa luz, Anton Corbijn procurou vários locais que poderiam se encaixar nesse conceito. A locação da contracapa e do interior da capa era de uma única e solitária Joshua Tree (árvore de Josué, uma espécie de árvore que cresce quase que exclusivamente no deserto de Mojave, nos EUA, mas também pode ser encontrada em outros locais nos estados de Arizona, Utah e Nevada) que havia sido vista por Anton no caminho para outro destino. Quando os negativos das fotos foram vistos e as imagens escolhidas, e dado que o título do álbum também fora determinado, foi um movimento lógico fazer da árvore um símbolo para representar o trabalho. O primeiro uso da silhueta foi na verdade nas etiquetas para o vinil.

Falando novamente mais um pouco sobre o início da carreira da banda. “Boy” e “War” são duas capas com um layout relativamente simples, mas ambas com imagens muito fortes. Como surgiu a ideia de trazer de volta Peter Rowen para o terceiro álbum e também usá-lo novamente na capa da primeira coletânea de hits do U2?

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Quando o título de “War” foi decidido para o terceiro álbum, uma série de opções foi considerada, a qual incluía usar a fotografia de alguém como Donald McCullin (Sir Donald McCullin é um fotógrafo britânico reconhecido especialmente pelas suas imagens de guerra). Mas no final eu senti que isso poderia ser muito específico e levar o conteúdo a um lugar representado pela fotografia em questão. Então, eu pensei em me voltar para a ideia de que a guerra vista através dos olhos de alguém afetado por ela poderia ser mais interessante. Eu descrevi uma cena que eu tinha visto, tanto em um filme como em uma imagem estática, de algumas crianças sendo cercadas durante a Segunda Guerra, eu acho que no Gueto de Varsóvia por soldados alemães e havia o close do rosto de um garoto que refletia o terror que estava sentindo. De qualquer modo, era esse o núcleo da ideia. Depois de alguma discussão foi decidido usar Peter Rowan novamente já que ele tinha uma rosto fortemente expressivo, e nós gostamos da ideia de continuação da história. 

Falando em “Boy”, o U2 já sofreu polêmicas logo na capa do seu álbum de estreia, o que acabou se repetindo também em outros trabalhos, especialmente na capa do último disco “Songs of Innocence”. O que você acha sobre os comentários a respeito desses trabalhos?

Eu realmente não me preocupo com esse tipo de comentários com muita frequência, de qualquer modo as pessoas vão sempre ter o seu ponto de vista sobre as imagens que veem.

A capa de “Achtung Baby” é uma colagem de grandes imagens, pesquisa de material e uma das mais elaboradas do U2, porém a lenda é de que a ideia original seria colocar Adam nu na capa do disco? Isso é verdade ou apenas mais uma das lendas envolvendo a banda?

As ideais inicias para a capa de “Achtung Baby”, algumas das quais aparecem em “Stealing Hearts At A Traveling Show” (livro lançado em 2003, por Lisa Godson, sem edição em português e que traz detalhes sobre o trabalho visual do U2), incluíam uma imagem simples ou dupla, mas a medida em que a musicalidade do álbum ia se desenvolvendo tornou-se claro que nenhuma imagem simples era suficiente para expressar a mudança na direção musical e na atitude que banda havia feito. A imagem de Adam nu foi discutida como uma das tangentes, quando a opção de nomear o álbum apenas de ‘Adam’ foi colocada, mas esses títulos e imagens iniciais mudaram quase que diariamente no começo.

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Capas alternativas do “Achtung Baby” (do livro “Stealing Hearts At A Traveling Show”)

Falando um pouco do processo criativo mais diretamente, como acontece a elaboração da capa? Todos os processos são iguais ou dependendo do trabalho funciona de forma diferente? Geralmente ele acontece em qual período?

O processo criativo é uma coisa fluida que depende de variantes como o tempo, orçamento, interação criativa ou o envolvimento de partes que vão além do próprio. Além disso, no caso do U2, o “Boy” foi um processo muito mais simples do que “Songs of Innocence”.

Como é a troca de ideias, a percepção? A banda é aberta a sugestões? E como fica o embate entre a parte técnica e a subjetiva?

A banda é sempre fundamental para a direção criativa que um encarte do U2 vai ter. No caso deles, o manager e aqueles próximos a banda, como o produtor do álbum em particular, podem participar do diálogo, mas, raramente, o ponto de vista da gravadora é considerado. Os aspectos técnicos da capa são onde o departamento de produção da gravadora torna-se mais envolvido, já que todos os aspectos de impressão e fabricação precisam ser considerados.

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U2 e Brian Eno discutindo com Steve Averill a capa do “Achtung Baby” em Dublin (1991)

O U2, especialmente Bono, fala muito sobre relevância; continuar até que sintam que ainda têm algo o que falar. Você acha que a banda tem planos de aposentadoria delimitados? Ou que irão continuar atuando enquanto puderem achar que têm algo a acrescentar ao mundo?

Eles sempre foram uma banda que olham para frente ao invés de para trás. Eles sempre gostam de ver seu melhor trabalho como o que está a frente deles ao invés de atrás. No caso do “The Joshua Tree”, o assunto básico de muitas canções tem tanta ressonância agora como antes, quando o álbum foi lançado.

E no meio de tantos trabalhos, você tem algum favorito? Se sim, qual e por quê? E se pudesse mudar alguma capa, algum trabalho, qual seria? O que mudaria?

Até certo ponto, as capas que mais impactaram os fãs e a crítica, também conseguiram um certo respeito. “Boy”, “War”, “The Joshua Tree” e “Achtung Baby”. Todos têm um lugar especial para mim por uma variedade de razões.

Para finalizar, pensando no futuro. Mesmo você tendo se aposentado em 2015 da AMP Visual, se o U2 lhe chamasse para fazer a capa de “Songs of Experience”, você a faria? Houve algum contato? Aliás, você já ouviu algo do novo disco?

O design de “Songs of Experience” ficará a cargo do meu colega de longa data Shaughn McGrath, que trabalhou comigo desde o “Achtung Baby” e tem uma forte compreensão da linguagem visual do U2. Eu não ouvi nada do novo álbum ainda, mas como muitos fãs espero ansioso pela música e capa. Eu não me aposentei no verdadeiro sentido da palavra, ainda estou muito ocupado com o trabalho, me aventurando em novos campos, e a porta está sempre aberta.

Nós da equipe do U2BR gostaríamos de agradecer a gentileza de Steve por aceitar nosso convite e conceder um pouco do seu tempo para responder nossas questões. Nosso muito obrigado, Steve!
 

INTERVIEW – ENGLISH

 
How did you meet the band? And the approach, how it was? What was your first impression about them and how about their sound? In some interviews, you said that when in you had the first contact with U2 they still had not defined the kind of the band they wanted to be, that they were a bit lost. Why do you go on, deciding to insist in that messy period? How the relationship between you was stabilized? 

I first met with Adam Clayton, through my brother Mark who was in Adam’s year at school. Adam was interested in my band The Radiators From Space and wanted to ask me about my experiences and for advice about his band, then known as The Hype. They were in a nebulous state at that point and not quite sure what direction to go in. My first impression was that they had great potential, but a bit of insecurity about themselves. However, in the four members they had an integrated unit that could work together to develop an interesting musical perspective given they were coming from a post-punk attitude.

What about the name U2? Where the idea came from? There was some other suggestions? 

The initial idea came from Adam saying to me that he would like a name like ‘XTC’, that could mean a lot of different things. After giving it some though I opted for U2, being aware of such uses as the Gary Powers Spy plane and such thing as the Eveready standard battery of the time. I was also was aware of the universality and graphic potential of a letter and a number. It has been said that they picked the name from a list of options. That is not true. There was only one real option to suit the brief. 

However I did give then some other names that I had in a notebook I kept of potential names, to see if there was anything that took their fancy though I didn’t particularly feel that any were that appropriate.

Have you worked with some other bands earlier in the career as well? By the time you met U2, did any other artist / band impress you? At first, could you imagine the magnitude that U2 would have? Was there anything that stood out from the others?

At that time my main input into music graphics was for The Radiators From Space, though I also worked with bands like The Blades and the Virgin Prunes earlier in my career. I suppose what stood out about U2 at that time was their energy and attitude. In particular, their willingness to seek out advice, not just from me, but several others like the late great Hot Press journalist Bill Graham. They would listen and then come back and say that they agreed with this piece, but not that piece, rather taking it wholesale or rejecting it outright. It felt like a very collaborative and mutually respectful relationship.

The Joshua Tree is turning 30 this month. What the band was looking for regarding to the album cover? How did the Joshua tree symbol become appropriate for the moment?

The working title was The Two Americas, which was to consider both the real and mythical aspects of such a culturally influential place. In that light Anton Corbijn sought out several locations that might fit that brief. The location of the back and the inside cover was at a single, lone Joshua Tree that had been spotted by Anton on the way to another destination. Once the contact sheets had been viewed and given that the album title had been chosen it was a logical move to make the tree itself into a symbol to represent the album. The first use of the silhouette was actually on the labels for the vinyl.

Talking again about the U2’s early days. Boy and War have two covers with a relatively simple layout, but both with very strong images. How did the idea bring Peter Rowen back for the third album and also on the cover of U2’s first greatest hits?

When the title of War was decided on for the third album, a number of options were considered which included using the photography of someone like Donald McCullin. But in the end I felt that that might be too specific and place the content in one place that was represented by the photograph. So I thought of looking at the idea of war viewed through the eyes of someone effected by it might be more interesting. I described a scene I had seen, either as film or a still image, of some children being rounded up during the  Second World in , I think, The Warsaw Ghetto by German soldiers and there was a close up of a boys face that reflected the terror he was feeling. This was the nucleus of the idea anyway. After some discussion it was decided to use Peter Rowan again as he has a strong expressive face, and we liked the idea of the continuation of the story.

Talking about Boy, U2 has already involved in polemics related to the cover of his debut album, which has also been used in other works, especially on the last album Songs of Innocence. What do you think about the comments concerning to these works?

I don’t really concern myself with these comments too often, as people will read whatever contentious viewpoint that they hold onto the image.

The cover of Achtung Baby is a collage of great images, a research of special materials, one of the most elaborate by U2, however the legend is that the original idea would be to put Adam naked at the cover of the album. Is this true or just one more rumour involving the band?

The initial cover options for the Achtung Baby, some of which appeared in the “Stealing Hearts At A Traveling Show” book were for a single or double image, but as the music evolved it became apparent that no single image was enough to express the change in musical and attitudinal direction that the band had made. The naked image of Adam was discussed as a tangent when the option of simply, ‘Adam’, was discussed as a possible title. But those early titles and images changed almost daily at the start.

Talking a bit about the creative process more directly, how does the cover designs works? Are all the processes equal or it depends on whether the job works differently? Usually it happens in which period?

The creative process is a fluid thing that depends on such variants as timescale, budget, creative interaction or the involvement of parties outside of the artist. Therefore, in U2’s case, ‘Boy’ was a much simpler process than ‘Songs Of Innocence’.

How is the perception and discussion around the ideas? The band is open for suggestions? And how it works between you or anyone responsible for the technical and the subjectivity part of band’s work?

The band are always fundamental to the creative direction that a U2 sleeve will take. In their case, management and those close to the band, such as the particular album’s producer may take part in the dialogue but, rarely, was the label’s viewpoint considered. The technical aspects of the cover was where the production department of the label got more involved, as all aspects of the printing and manufacturing had to be considered.

U2, especially Bono, talks a lot about relevancy, that they still have something to talk about, they still have something to show and prove. Do you think the band already has a delimited retirement plan or they will continue to act as long as they think they have something to show / add to the world?

They have always been a band who looked forward rather than back. They always like to view their best work as ahead of them rather than behind. In the case of the Joshua Tree, the basic subject matter of many the songs has as much resonance now as it did when the album was released.

In the middle of so many jobs, do you have any favourite cover? If so, which one and why? And if you could change some cover, some work, what would it be, what would you change?

To a degree, the covers that seemed to hit home with the fans and with critics alike have achieved some measure of respect. Boy, War, Joshua Tree and Achtung Baby all have a special place with me for a variety of reasons.

Finally, thinking about the future. You retired in 2015 from AMP Visual, but if U2 called you to do the Songs of Experience cover, would you like to do it? Was there any contact? By the way, have you heard anything from the new album?

The Songs Of Experience album design will be handled by my long time colleague Shaughn McGrath who has worked with me since Achtung Baby and has a strong grasp of the visual language for U2. I haven’t heard anything from the new album as yet but like many fans await both the music and cover with interest. I have not retired in the true sense of the word. I am still very much busy with work, venturing into new pastures, and the door is always open.

We of the U2BR staff would like to thank Steve for his kindness in accept our invitation and give a bit of his time to answer our questions. Thank you very much, Steve!


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  • Volnei Borges

    Parabéns pessoal! Muito bom! #U2

  • U2 Brasil

    Que bom que curtiu, Volnei 🙂

  • betovolpini

    Como sempre o trabalho de vcs é impecável!!! Parabéns pessoal!!! U2 Forever!!!