Todos se acostumaram a pensar em banda com os holofotes voltados sempre para o vocalista ou guitarrista, quaisquer outros membros parecem serem destinados ao ostracismo, ao cantinho do palco, aquele pouquinho de luz, ao tanto de atenção.
Mesmo contando com um vocalista que tem um ego inversamente proporcional a sua altura, um guitarrista brilhante, o U2 sempre foi diferente, não bastante por ser peculiar na sua formação, tendo se iniciado por iniciativa do seu baterista, todos os seus integrantes sempre conseguiram brilhar a sua maneira.
E hoje é dia de um deles apagar velinhas! Nosso jazzman chega aos 55 anos... Adam Clayton nunca foi apenas uma baixista – não que isso seja possível afinal para todos os conhecedores de boa música sabem que o baixo é alma do som de qualidade, é ele quem dita a levada da música, o coração dela, se a voz traduz, a bateria é o coração, a guitarra move, o baixo é a essência - desde o começo da banda de alguma forma ele sempre foi o charme, o dono do "mojo" dos nossos irish guys.
Estando ali do lado do palco, Mr. Clayton transmite elegância, transmite audácia, segurança... O U2 funciona como uma perfeita máquina, e ele é uma das peças dessa engrenagem. Será que Bono se garantiria em tantas artimanhas a frente do palco se não soubesse que está tão bem guardado? Edge não executaria solos tão geniais sem Adam ali, garantindo que a estrada estivesse aberta?
Talvez nenhum dos outros tenha passado por uma estrada tão tortuosa na vida quanto ele, e isso o tenha fortalecido a ser quem é. No auge dos seus incríveis 50 anos, depois de ter se livrado do alcoolismo, passado pelas drogas, traçou uma vida totalmente diferente da que parecia fadado aos 30: casado, pai, feliz... E como sempre, incrivelmente charmoso e talentoso.
Ao nosso Adam, vida longa, sucesso, baixos brilhantes, e muito o melhor! Que venha a nova tour! Estamos esperando!






