Quase duas semanas após o lançamento de "Songs of Innocence", o U2BR abre mais uma vez espaço aos melhores críticos de U2 do mundo: nossos amigos fãs! Veja o que acharam do álbum!
Bernardo Iago Cardoso [Facebook] [U2Frases]
Rio Branco - Acre
Simplicidade não faz parte do dicionário do U2.
Cinco anos após um longo jejum, o U2 volta com o 'elemento surpresa' Songs of Innocence, um álbum conceitual que rompe com o ano 2000 (Leave Behind, Atomic Bomb e No Line) – um enredo inspirado na nostalgia punk e uma guitarra distorcida com o Adam no papel principal do filme instrumental.
É uma proposta ambiciosa para o U2 que tem fãs cristalizados no saudosismo dos antigos álbuns, mas foi necessária essa guinada para provar a relevância musical da banda mais barulhenta do mundo.
As letras são excelentes levando o ouvinte a uma verdadeira jornada musical entre o milagre punk e o cristianismo do vocalista Bono. Já a guitarra do Mr. Edge é extremamente experimental fazendo os saudosos lembrar o aclamado The Unforgettable Fire e o mal compreendido (por alguns fãs) POP, o único que não obteve um destaque muito grande foi o nosso herói Larry, mas que as performances ao vivo vão me fazer engolir a língua (HAHA).
O Adam ficou responsável por moldar a nova sonoridade do U2 e ele merece todo o nosso respeito, porque o JazzMan provou que não é um simples figurante e 'agora é sua vez'.
O trabalho se assemelha ao Achtung Baby no quesito inovação e sonoridade, onde a compreensão pela obra demora um certo tempo até atingir o êxtase.
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Jorge Filipe Takeda [Facebook]
Anápolis - Goiás
Songs of Innocence foi o primeiro álbum do U2 desde Pop (1997) que me deixou com dúvidas após a primeira audição. Sem se apoiar tanto em hits e baladas fáceis que acabam perdendo o brilho com o tempo, o novo disco da banda é desafiador, especialmente em sua segunda parte. As primeiras músicas do novo trabalho me soaram, com o perdão da referência, como uma espécie de volta para casa – o U2 de sempre anunciando o fim da longa espera em músicas prontas para serem cantadas ao redor do mundo. A ótima "Every Breaking Wave" desponta como o próximo single, e aposto que a maioria dos que já a conheciam pelas performances na turnê 360º ficou impressionada com o desenvolvimento da canção. A sensação de conformidade segue até a quinta música. "Iris (Hold Me Close)" traz as guitarras do distante The Unforgettable Fire (1984) para um duelo com o ritmo dançante de Larry Mullen Jr. "Volcano" é simples e direta, e, ainda que não faça bonito nas rádios, ao vivo será um arrasa-quarteirões. Daí em diante, o trabalho dos produtores, com destaque para Danger Mouse, fica mais evidente, seja na diferente "Raised By Wolves" ou na profusão de sons em "This Is Where You Can Reach Me". Porém, é na sexy balada "Sleep Like A Baby Tonight", com seus sintetizadores guiando uma guitarra suja e cortante, e no belo dueto de Bono e Lykke Li em "The Troubles", que o U2 mostra, de fato, uma renovação em seu som. Som que estranhei no começo, mas a cada audição me conquista mais.
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Felipe Lopez [Facebook]
Piracicaba - São Paulo
Em um magnífico evento dia 09/Set o U2 lançou GRATUITAMENTE um álbum aguardado por meia década, silenciando aqueles que os chamaram de vendidos devido a parceria com a Apple, que todos sabemos vem de longa data.
SONGS OF INNOCENCE é o nome dessa obra prima. Sim, é uma obra prima. Não quero expor as razões de cada música, mas sim compartilhar o que esse álbum me fez sentir logo na primeira vez que ouvi.
É mágico, é 'pra cima', atrevido, traz coisas boas e isso é algo a se considerar, já que o No Line On The Horizon foi extremamente carregado emocionalmente que chega a ser depressivo em alguns pontos. Já o Songs of Innocence cativa de primeira.
A ligação entre as música faz o álbum soar como uma música só dividida em atos. Parece que o Edge enfiou a guitarra no liquidificador e depois tocou, as distorções estão muito significantes, no entanto em "Iris" você ouve os riffs inspirados em War e Unforgeteble Fire, mostrando que as raízes estão lá e influenciam.
"Volcano" é um punk rock de primeira com o Adam mostrando quem manda, aliás, esse álbum inteiro é comandado pelo Adam.. o baixo está muito evidente e fazendo a diferença no direcionamento das músicas. A bateria está crua, linda de ouvir... puro Rock And Roll!
Eu não tinha dúvidas de como esse álbum seria um marco na evolução da carreira do U2, o que sempre há a cada 3 álbuns em média como Achtung Baby, All That You Can't Leave Behind e agora com Songs of Innocence.
Hoje, vemos o rock ser esquecido e a música ser cada vez menos importante, dando espaço ao sexo quase explícito e a degradação de boas composições e o U2 novamente prova que é atemporal, que independe de tendências, que é capaz de criar por si só em qualquer contexto da indústria musical.
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