Bono pede ajuda humanitária no Senado norte-americano
Bono pede ajuda humanitária no Senado norte-americano
Bono pede ajuda humanitária no Senado norte-americano
17 de abril de 2016
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Rômulo
Editor-chefe do U2 Brasil

"Ajuda em 2016 não é caridade, é segurança nacional”, disse a estrela do rock, que também é um ativista contra a pobreza, a um subcomitê do Senado norte-americano que monitora ajuda externa. "Isso pode ser o melhor bastião que nós temos contra o extremismo violento”, disse Bono.

O vocalista sugeriu que os EUA usem o humor para enfrentar o Estado Islâmico. Para o músico, enviar comediantes como Amy Schumer, Chris Rock e Sacha Baron Cohen seria mais eficientes do que os atuais bombardeios.

"Não riam", disse ele. "Eu acho que o humor deveria ser usado. É assim, se você usa a violência, está falando a língua deles. Mas se você ri deles, quando estão andando nas ruas, isso tira o poder. Então eu sugiro que o Senado envie Amy Schumer, Chris Rock e Sacha Baron Cohen. Obrigado."

Bono foi convidado para falar por Lindsey Graham, senadora pelo Partido Republicano e presidente do subcommitê, como fundador da One Campaign, organização dedicada a enfrentar a pobreza no mundo. O músico fez questão de deixar claro que estava falando sério e teve uma resposta respeitosa da senadora democrata Jeanne Shaheen.

"Na verdade essa não foi a primeira vez que ouvi especialistas sobre como enfrentar o extremismo falarem sobre isso", disse ela. "É uma das saídas que estamos procurando."

Ele também destacou a crise dos refugiados no Oriente Médio, na Ásia e na África e falou sobre a necessidade de um plano de ajuda nas áreas mais necessitadas, como na Síria.

"Uma ajuda é estruturada adequadamente, com foco em combater a pobreza e melhorar o governo, seria a melhor saída para combater o extremismo em nosso tempo", adicionou o cantor, que voltou recentemente de campos de refugiados na África e no Oriente Médio.

O músico ainda pressionou o comitê sobre a "ameaça existencial" que a Europa não enfrenta desde a Segunda Guerra Mundial. "Isso é impensável. E vocês da América deveriam estar preocupados quanto a isso", declarou Bono, que lançou há pouco um editorial no New York Times pontuando seu plano para conter a crise de refugiados.

A senadora republicana Lindsey Graham, presidente da comissão do Senado, e alguns outros parlamentares têm pedido um programa de ajuda de bilhões de dólares para lidar com a crise no Oriente Médio e atender as necessidades de milhões de refugiados que escapam da violência na Síria, Iraque e outros países.

Eles argumentaram que derrotar o grupo Estado Islâmico e outros grupos militantes, e prevenir o surgimento de novas associações do tipo, vai requerer ajuda humanitária e desenvolvimento econômico, incluindo comércio e programas de empréstimos.

"Eu sou bem combativo, mas eu aprendi há muito tempo que você não vai ganhar essa guerra matando terroristas”, afirmou o cantor.

Bono, um dos fundadores da organização de ajuda internacional ONE, tem feito lobby em Washington e em outras capitais globais por várias causas, incluindo alívio de dívida, combate à pobreza global e a luta contra a Aids.

Fontes: G1 e OGlobo

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