#TBT: Quando o U2 uniu a Irlanda do Norte
#TBT: Quando o U2 uniu a Irlanda do Norte
28 de maio de 2020
#TBT: Quando o U2 uniu a Irlanda do Norte
O evento “Yes Campaign” acabou por selar o acordo de paz entre protestantes e católicos na Irlanda do Norte.
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Marina
Newsposter e colunista do U2 Brasil

O conflito na Irlanda do Norte (conhecido no país como “The Troubles”) foi um conflito que causou grande perda de vidas durante a segunda metade do século XX. Basicamente, a maioria protestante da população era favorável à preservação dos laços com a Grã-Bretanha, enquanto a minoria católica era a favor da independência ou da integração da província com a República da Irlanda (ao sul), que era predominantemente católica.

No final da década de 60, os grupos entraram em conflito, com violência e uso de armas – e o conflito foi resolvido apenas em 1998, com a assinatura do Acordo de Belfast, que estabeleceu as bases de um governo em que católicos e protestantes compartilhassem o poder.

Do Acordo de Belfast vem a história do TBT desse mês.

Em 18 de maio de 1998, o U2 subiu ao palco do Waterfront Hall, na cidade de Belfast, para demonstrar apoio à “Yes Campaign”. Ou o "sim" para o acordo de paz. O concerto para uma plateia de cerca de 2.000 jovens em idade escolar produziu uma das imagens que definiram o processo da Irlanda do Norte rumo à paz: de um lado, estava o líder partidário Ulder David Trimble (do Partido Unionista, afeto aos interesses católicos). Do outro, o líder do SDLP (Social Democratic and Labour Party, partido nacionalista ligado aos interesses dos protestantes), John Hume. E o homem ao centro, que os unia pelas mãos como dois vencedores de uma luta, era Bono, que corajosamente levantava a bandeira da pacificação e da união de interesses tão distintos e que haviam produzido cenas sangrentas ao longo das últimas décadas.

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Como dito, o encontro acabou por produzir uma das imagens mais representativas do processo de paz à época, que ganhou notória repercussão local e fora crucial para o processo definitivo de pacificação: três dias depois do gesto, a Irlanda do Norte endossou de maneira majoritária o acordo, através de um referendo. Ainda naquele ano de 1998, David Trimble e John Hume acabaram por receber o Nobel da Paz pela solução pacífica do conflito norte-irlandês.

O U2 havia sido contactado apenas três dias antes e acabou por comparecer ao evento sem muito planejamento. Dada a ausência de programação, acabaram por se apresentar com instrumentos emprestados da banda Ash, anteriormente convidada para o evento, o que acabou gerando alguns problemas na apresentação, especialmente para The Edge, nos controles da guitarra.

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Mas os problemas técnicos eram mínimos em relação ao significado do evento. O efeito pretendido de ter uma grande banda de rock e, principalmente, de ter Bono à frente do evento, propagando a mensagem de pacificação e união, sendo irlandês e, principalmente, uma estrela do rock e da música em geral, acabou por realmente atrair a atenção dos jovens para o referendo e  impulsionou a massiva votação positiva. Era esperado que os católicos apoiassem o acordo, mas era necessário o apoio das comunidades envolvidas para avançar e o U2 teve participação decisiva na obtenção desse apoio. Tanto que, antes do evento, as pesquisas não apontavam uma vitória tão expressiva.

Com a banda Ash, Bono e The Edge tocaram "Don't Let Me Down", dos Beatles. Depois, Larry e Adam se juntaram à eles para tocarem "One" e "Stand By Me".

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