U2BR entrevista: Howie B
22 de junho de 2019
U2BR entrevista: Howie B
U2 Brasil
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Ser uma banda com mais de 40 anos de história além de ser uma grande conquista não é uma tarefa das mas fáceis. Não basta ter que administrar os conflitos internos, os egos, as agendas, os problemas pessoais, os relacionamentos, você ainda precisa saber exatamente como traçar o seu caminho. Se manter na trilha segura e apostar em uma fórmula de hits fáceis? Viver de glórias do passado? Apostar em parcerias? Para o U2 a grande dúvida sempre pareceu ser como se manter relevante, e nos anos 90 isso parecia passar pelo medo do desconhecido e do novo. Se o início da década foi aberto com a influência da Alemanha, do Industrial, do som experimental e da genialidade de Brian Eno e Daniel Lanois, apoiados também por Flood com os retumbantes Achtung Baby e Zooropa, ela se encerraria com o som eletrônico e a desconfiança de fãs e críticos.

Lançado em 03 de março de 1997, Pop era tudo ao mesmo tempo, incorporava influências de Techno, Dance Music, Rock Alternativo e Trip-Hop. A bagagem que fez com que a banda chegasse a esse trabalho foi sendo abastecida ao longo dos 4 anos que separam o álbum de seu antecessor, Zooropa. Os primeiros trabalhos que originariam o disco se iniciaram em 1995, em uma época que o baterista Larry Mullen Jr. estava sofrendo com problemas nas costas devido ao seu esforço de já estar há quase 20 anos atrás das baquetas da banda, o que obrigou o quarteto a procurar novas maneiras e direcionamentos para as suas composições. O flerte com o eletrônico começava a surgir nessas gravações e em lançamentos avulsos como o álbum experimental Original Soundtracks 1, gravado pelos irlandeses em parceria com Brian Eno e outros artistas como Luciano Pavarotti (foi deste projeto que saiu "Miss Sarajevo"), também, na mesma época, Larry juntamente com Adam gravaram o tema principal para o primeiro filme da franquia Missão Impossível, com uma forte influência eletrônica. Tudo isso culminou no disco de 1997, que apesar de ser lançado com grande barulho e tendo como seu primeiro single "Discothèque", que chegou ao primeiro lugar das paradas em 35 países, incluindo os Estados Unidos e o Reino Unido, ainda amarga até hoje a posição do disco menos vendido da banda.

[caption id="attachment_20920" align="alignright" width="356"] Howie B e The Edge[/caption]

Pop teve a assinatura de 3 produtores: Flood, Howie B e Steve Osborne. E hoje nós do U2BR trazemos para vocês em mais uma entrevista exclusiva um bate-papo com um destes 3 personagens. Nascido em Glasgow, na Escócia, em abril de 1963, membro de uma família judia, porém em uma região que vivia o auge do sectarismo no país, Howard Bernstein (mais conhecido como Howie B), rejeitou todas as formas de intolerância, preconceito e tentativa de segregação. Acabou encontrando o seu consolo na música, tendo começado desde cedo, já nos anos 70 uma vasta coleção de vinis. Depois de passar um ano trabalhando em um kibutz (uma espécie de comunidade comum localizada em Israel, que baseia o seu sustento na agricultura, e costuma atrair geralmente jovens de raízes judias de todo o mundo especialmente nos Estados Unidos e Europa), Howard se estabeleceu em Londres, com o intuito de realizar o seu desejo de ingressar na indústria musical, o que conseguiu introduzindo o seu trabalho como DJ em importantes casas noturnas da cidade. Depois disso, acabou arrumando um emprego como uma espécie de copeiro nos estúdios da Lillie Yard - de propriedade do compositor de filmes Hans Zimmer. Ele trabalhou até lá entre 1984 e 1986, passando por funções que foram de copeiro a engenheiro de som, uma experiência que foi determinante para que pudesse adquirir muitas de suas habilidades.

Seu primeiro trabalho com mixagem e engenharia de som foi em 1988 com os ingleses do Siouxsie & the Banshees, e no início dos anos 90 já trabalhava com nomes como Massive Attack e Goldie. Em 1993, lançou seu próprio selo de gravação, Pussyfoot, que acabou por ser vendida em 2013. Considerado com um dos pais do Trip Hop, além do U2 no seu currículo, ele conta na sua lista de colaborações nomes como Bjork e Tricky. Seu nome também aparece junto a um grande colaborador da banda e importantíssimo cineasta, o alemão Wim Wenders, para o qual produziu a trilha do filme End of Violence, lançado no mesmo ano que Pop. Nos últimos anos, Howie B vem trabalhando com músicos na China, além de ter se envolvido com o mercado da moda trabalhando com a casa de moda italiana Fornari Fashion, na criação de uma coleção de design que recebeu o nome de HVANA.

Leia a seguir esse nosso bate-papo com Howie e fique por dentro do seu trabalho, dos detalhes sobre a sua relação com o U2 e claro como foi produzir o Pop.

Como foi seu primeiro contato com o U2? Como surgiu o primeiro convite?

O primeiro encontro foi em um estúdio. Eu estava trabalhando com uma banda de hip hop irlandesa em Londres nos estúdios de gravação da Island Records. O U2 veio dar um 'oi' para a banda e para mim.

Qual foi o seu papel durante a produção do “Passengers: Original Soundtracks 1”?

Meu papel foi como colaborador ao lado de Brian Eno, assim como co-escritor e produtor. Passei duas semanas e meia em Dublin trabalhando em um estúdio sozinho enquanto Brian estava trabalhando com a banda nas docas. Eu estava pegando as fitas e mixando. Também ao mesmo tempo fazendo música fragmentada e chamando a banda e Brian para vir e tocar sobre o que eu estava construindo. Foi assim que "Elvis Ate America" surgiu.

[caption id="attachment_20889" align="alignleft" width="327"] U2, Flood e Howie no estúdio em Dublin[/caption]

Alguns anos depois tivemos o "Pop". O que eles buscavam ao te chamar para produzir o álbum? Houve desafios por causa da lesão nas costas de Larry, isso interferiu muito?

Sim, a chamada foi para produzir! Larry estava se recuperando de uma lesão nas costas, então eu era de certa forma uma máquina de ritmo substituta. Eu estava tocando com Edge, Adam e Bono com discos, criando ritmos e então eles tocavam sobre eles. A ideia foi muito simples. A alegria para mim foi quando Larry se juntou a nós no estúdio e ele pegou o que eu tinha feito como plataforma para surgir com alguns dos melhores ritmos que eu já tinha ouvido um baterista de rock tocar! Nós instantaneamente nos demos bem. Todas as baterias do álbum, eu estou muito feliz em dizer, são tocadas pelo Larry! Isso foi o auge para mim.

Quais artistas você tocou para a banda para tomarem como inspiração?

Eu toquei para eles de tudo, desde James Brown até Esquivel.

[caption id="attachment_20905" align="alignright" width="176"] Edge em show da PopMart[/caption]

“Discothèque” surgiu de um jam entre você e Edge. Como foi isso? A introdução da música foi mudada de última momento, horas antes do álbum ser masterizado em Nova York. Quais suas lembranças disso?

Sim, eu tinha pego alguns novos pedais e estava tocando com o Edge enquanto ele estava usando um desses pedais. Aqueles acordes que ele inventou com eles é o grande tema da música.

Sim, a introdução da música assim como o álbum, já que foi a primeira faixa dele, foi criada em Nova York no estúdio quando estávamos masterizando o álbum com Howie W. Bono disse para mim e para Flood que a abertura poderia ser mais dramática. Tanto Flood quanto eu dissemos "como diabos podemos fazer isso agora? Estamos reunindo o bebê pequenino." Bono disse "eu trouxe as fitas comigo e elas estão alinhadas agora no estúdio esperando por você Howie". Eu disse "foda-se, você não fez isso". Ele disse "sim, eu fiz". Pronto, eu estava no estúdio uma hora depois, refazendo a introdução do álbum. Levou seis horas eu acho. Eu estraguei os monitores principais no estúdio, eu lembro disso (risos). De qualquer forma, é assim que a introdução aconteceu.

[caption id="attachment_20890" align="alignright" width="255"] Bono e Edge em show da PopMart[/caption]

O álbum foi adiado duas vezes enquanto a banda corria contra o tempo para entregá-lo antes do início da PopMart Tour. Havia muito pânico nas semanas que antecediam o último prazo? 

Não diria pânico, mas exaustão. Tanto Flood quanto eu estivemos trabalhando no álbum há mais de um ano, havíamos gravado mais de 100 horas de música. Era hora de terminar. Prazos são feitos para serem quebrados. Estar no avião para Nova York para masterizar o álbum foi um dos momentos musicais mais alegres da minha carreira. A banda estava em terra nova, eles sabiam disso. Flood também. Isso foi o que foi emocionante. O conceito de suficiente.

Em uma entrevista, Larry disse sentir que “o álbum não foi finalizado. Se tivéssemos dois ou três meses para trabalhar, teríamos um registro muito diferente. Gostaria que um dia essas músicas fossem retrabalhadas e que lhes fossem dada a atenção e o tempo que elas merecem.” Você considera o álbum inacabado? Você acha que a banda poderia ter trabalhado mais nele?

A única faixa no álbum com a qual eu não estava feliz foi "Please", já que mudou na masterização quando Flood e Bono me mandaram sair para fazer a introdução novamente. Foi até o álbum ser enviado para mim um mês depois que eu percebi que fizeram uma edição de duas versões diferentes. Não soou certo para mim. Eu chamei os dois, gritei. Embora tenha sido feito. Então, um ano depois, regravamos na Holanda. E essa versão é a melhor e a que foi lançada como o terceiro ou quarto single desse álbum.

Há um sentimento entre os fãs de que a banda "abandonou" o álbum em execuções ao vivo. Como você se sente sobre isso?

Claro que eu amo o álbum. A banda como qualquer banda faz em turnês, toca seus grandes sucessos. Não há grandes sucessos nesse álbum.

Como surgiu o convite para remixar a canção “Summer Of Love”, de “Songs Of Experience”?

Bono tocou para mim a música cerca de três anos antes do lançamento em um violão no meu pequeno estúdio em Londres, enquanto eles gravavam com o Flood para outro disco. Eu disse a ele que era uma música com uma alma muito profunda e que poderia ver meu nome escrito por toda parte. Eu vivi a música. De qualquer forma, três/quatro anos depois ele me ligou e disse “aqui está a nossa versão” e ele queria que eu fizesse uma versão que pudesse ser tocada na praia. Bem leve. Então foi o que eu fiz!

Nos últimos anos, Bono tem pautado seu discurso em se manterem relevantes. A banda se tornou uma das maiores bandas de todos os tempos, e para isso ocorrer tiveram mudanças de comportamento e de sonoridade, ou seja, o quão diferente é o U2 para você dos anos 80 e 90 para hoje, até mesmo levando em conta esta instantaneidade do novo século, somado ao volume de bandas e cantores que vão surgindo a cada dia? A ausência de indicação do novo álbum para o Grammy, por exemplo, já é uma resposta do novo século ao U2?

Todas as bandas, todos os artistas passam por colinas, vales, viagens por estrada, passeios. Este é o caminho deles, a jornada deles, só podemos ouvir. Eles vivem, se alimentam e vivem da música. Nós estamos ouvindo. Nós temos a escolha de ouvir ou não. Eu escolho ouvir.

Se o U2 te chamasse de volta para produzir o próximo álbum, você aceitaria?

Porra, claro!

A equipe do U2BR gostaria de agradecer a gentileza de Howie por aceitar nosso convite e conceder um pouco do seu tempo para falar conosco. Nosso muito obrigado, Howie!


ENGLISH VERSION

 
Being a band with more than 40 years of history besides being a great achievement is not an easy task. It's not enough just to have to manage internal conflicts, egos, schedules, personal problems, relationships, you still need to know exactly how to chart your way. Stay on track and bet on an easy-hit formula? Live from glories of the past? Bet on partnerships? For U2, the big question always seemed to remain relevant, and in the 1990s it seemed to be the fear of the unknown and the new. If the beginning of the decade was opened with the influence of Germany, Industrial, the experimental sound and the genius of Brian Eno and Daniel Lanois, also supported by Flood with the resounding Achtung Baby and Zooropa, it would close with electronic sound and suspiciousness of fans and critics.

Launched on March 3, 1997, Pop was all at once incorporating influences from Techno, Dance Music, Alternative Rock and Trip-Hop. The baggage that got the band to this work was fueled over the 4 years that separate the album from its predecessor, Zooropa. The first work that would originate the album began in 1995, at a time when drummer Larry Mullen Jr. was suffering from back problems due to his effort to be almost 20 years behind the sticks of the band, which forced the quartet to look for new ways and directions for their compositions. The flirtation with the electronic began to emerge in these recordings and in single releases like the album Original Soundtracks 1, recorded by the Irish in partnership with Brian Eno and other artists like Luciano Pavarotti (it was from this project that came out "Miss Sarajevo"), also at the same time, Larry along with Adam recorded the main theme for the first film of the franchise Mission Impossible, with a strong electronic influence. All this culminated in the 1997 album, which despite being released with great noise and having as its first single "Discothèque", which reached the first place of the charts in 35 countries, including the United States and the United Kingdom, still bitter until today the position of the band's least sold album.

Pop was signed by 3 producers: Flood, Howie B and Steve Osborne. And today our staff bring to you in another exclusive interview a chat with one of these 3 characters. Born in Glasgow, Scotland, in April 1963, a member of a Jewish family, but in a region that lived the culmination of sectarianism in the country, Howard Bernstein (better known as Howie B) rejected all forms of intolerance, prejudice and attempt of segregation. He ended up finding his consolation in the music, having started from the early 70's a vast collection of vinyls. After spending a year working in a kibbutz (a kind of common community based in Israel that relies on agriculture, and usually attracts young people from Jewish roots around the world, especially in the United States and Europe), Howard has established himself in London, in order to fulfill his desire to enter the music industry, which he achieved by introducing his work as a DJ in important nightclubs in the city. After that, he ended up getting a job as a cupbearer at Lillie Yard studios - owned by movie composer Hans Zimmer. He worked there between 1984 and 1986, going from functions that were from butler to sound engineer, an experience that was crucial for him to acquire many of his skills.

His first work with mixing and sound engineering was in 1988 with the Siouxsie & the Banshees, and in the early 1990s he worked with names like Massive Attack and Goldie. In 1993, he released his own recording label, Pussyfoot, which was eventually sold in 2013. Considered to be one of Trip Hop's parents, as well as U2 on his curriculum, he has Bjork and Tricky on his list of collaborations. His name also appears with a great collaborator of the band and most important filmmaker, the German Wim Wenders, for which he produced the soundtrack of the film End of Violence, released in the same year as Pop. In recent years, Howie B has been working with musicians in China, as well as being involved with the fashion market working with the Italian fashion house Fornari Fashion, in creating a collection of design that was named HVANA.

Read below our chat with Howie and learn more about his work, the details about his relationship with U2 and of course how was to produce Pop.

How did you first meet U2? How did the first invitation come about?

The first meeting was in a studio. I was working with an Irish hip hop band in London at Island Records recording studios. U2 came to say hello to the band and myself.

What was your role during the recording of “Passengers: Original Soundtracks 1”?

My role was as a collaborator alongside Brian Eno, also as a co-writer and producer too. I spent two and half weeks in Dublin working in a studio on my own while Brian was working with the band in the docks. I was taking tapes and mixing. Also at the same time making fragmented music and calling on the band and Brian to come and jam on what I was constructing. That’s where “Elvis Ate America" came from.

A few years later, “Pop” was released. What were they looking for when calling you to produce the album? Were there challenges because of Larry’s back injury, did that interfere too much?

Yes, the call was to produce! Larry was recovering from a back injury so I was in a way a surrogate groove machine. I was jamming with The Edge, Adam and Bono with records looping up grooves and then they played on them. The idea was very simple. The joy for me was when Larry joined us in the studio and he took what I had done as platform to come up with some of the best grooves I had heard a rock drummer play ever! We instantly hit it off. All the drums on that album I’m very happy to say are played by Larry! That was the boom for me.

What artists did you play for the band to take as inspiration?

I played them everything from James Brown to Esquivel.

“Discothèque” came up from a jam between you and Edge. How was that? What we know is that the song’s introduction was changed at the last time, only a few hours before the album has been mastered in New York. What are your memories on that?

Yes, I had taken with some new pedals and was jamming with The Edge while he was using one of those pedals. That lick he came out with them is the guitar lick to that song.

Yes, the intro to the song also the album as it was the first track on the album were created in NYC at the studio when we were mastering the album with Howie W. Bono said to me and Flood "I think the opening could be more dramatic". Both Flood and I said "how the fuck can we do that now? We are massing the wee baby". Bono said "I brought the tapes with me and they are lined up now in the studio waiting for you,  Howie". I said "fuck off. No, you didn’t". He said "yes, I did". Boom, I was in the studio one hour later redoing the intro to the album. It took me six hours I think. I blew the main monitors in the studio I remember that, haha. Anyway that’s how that intro happened.

The album was delayed twice as the band ran out of time to deliver it before the start of the PopMart Tour. Was there too much panic in the weeks before the last deadline?

Not really panic, more exhaustion. Both Flood and I had been working on the album go over a year. We had recorded over 100 hours of music. It was time to finish it. Deadlines are there to break. Getting in the plane to NYC to master was one of the most joyful musical moments in my career. The band were in new land they new that. Flood new that. That was what was exciting. The concept of enough.

In an interview, Larry said he felt “the album was not finished. If we had two or three months to work on it, we would have a very different record. I wish one day these songs would be reworked and given the attention and time they deserve.” Do you consider the album unfinished? Do you think the band could have worked more on it?

The only track on the album or me that I was not happy with was "Please" as it changed in the mastering when Flood and Bono sent me out to do the intro again. It want until the album was sent to me a month later that I realized they did an edit of two different versions. It sounded not right to me. I called them both, shouted. Though it was done. Then one year later we re-recorded it in Holland. And that version is the the boom and what was released as the third or fourth single of that album.

There is a felling among fans that the band have “abandoned” the album in live shows. How do you feel about it?

Of course I love the record. The band as any band do on tours play their big hits. There where no big hits on that record.

How did the invitation to remix the song “Summer Of Love” from “Songs Of Experience” come about?

Bono played me the song about three years before the release on a acoustic guitar in my small studio in London while they were recording with Flood for another record. I told him it’s blue eyed soul and had my name written all over it. I lived the song. Anyway three/four years later he called me and said "here is our version" and he wanted me to do a version that could be played on a beach. Nice and sweaty. So that’s what I did!

In the last years, Bono has set his speech on staying relevant. The band has become one of the biggest bands of all time, and for that to happen they have had changes in their behavior and sound, that is, how different is U2 for you from the 80’s to today, even taking into account this instantaneousness of the century, added to the volume of the bands and artists that are emerging every day? The lack of a nomination for the new album for the Grammy, for example, is already a response of the new century for U2?

All bands, all artists go through hills, valleys, road trips, walkabouts. This is their route, their journey, we can only listen. They live, eat and live music. We are listening. We have the choice to listen or not. I choose to listen.

If U2 called you back to produce the next album, would you accept it?

Fuck yes!

The U2BR staff would like to thank Howie for his kindness in accepting our invitation and giving a bit of his time to answer our questions. Thank you very much, Howie!

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