U2BR entrevista: Dallas Schoo
U2BR entrevista: Dallas Schoo
10 de fevereiro de 2019
U2BR entrevista: Dallas Schoo
U2 Brasil
www.u2br.com

Ser um roadie ou técnico de música pode ser frustrante para muitas pessoas. É como estar nas sombras em vez de estar no centro das atenções com a multidão aplaudindo e gritando. Se você é Dallas Schoo Dalton, tudo mencionado antes é balela. Responsável por um dos mais complexos e detalhados materiais de trabalho que um guitarrista poderia ter, Dallas não é mais do que uma verdadeira celebridade dentro da comunidade de fãs do U2, um semideus no panteão dos fãs. Basta subir ao palco antes das apresentações para ouvir seu nome ser chamado a exaustão, receber acenos e até mesmo presentes e, claro, ser acolhido com carinho em qualquer lugar pelos fãs. Sim, se existe no mundo um tripulante de uma banda que pode ser considerada uma estrela, esta é Dallas e sua longa parceria com The Edge e toda a banda que dura mais de 30 anos.

Dallas no estúdio em 2010 (Foto: Julian Lennon)

Dallas tem dedicado sua vida na estrada há aproximadamente 45 anos. Nascido nos EUA, em Louisville, capital do Kentucky, ele se dividia desde cedo entre duas paixões: música e tênis, trabalhando nas quadras de saibro de sua cidade natal. No entanto, enquanto ele estava estudando, seus pais lhe presentearam com um violão. Embora Dallas não tivesse grandes ambições de estar em uma banda ou se apresentar em um palco, ele se dedicou a ouvir e aprender músicas dos Beatles, Rolling Stones, Yabirds e até Kinks.

Dallas deixou sua cidade natal para começar a faculdade em Ohio, mas acabou mudando seu destino para o Colorado. Foi lá que seu interesse e paixão pela música acabou por aflorar principalmente quando ele se juntou ao comitê de estudantes responsável por disseminar a cultura no local. Junto com seu colega de quarto que tinha um pai como CEO da Warner Bros, Dallas reunia artistas e grupos que tinham interesse em participar dos eventos do campus universitário. A partir daí, sua carreira musical começou.

Pouco depois desse período, e já sendo um guitarrista razoável, Dallas Schoo foi trabalhar com vários importantes grupos musicais, como Eagles, Fogelberg, Emmylou Harris e Fleetwood Mac. Eis que neste período, o caminho de Dallas e U2 se cruzaram pela primeira vez.

Dallas e Edge durante show em Miami pela Joshua Tree Tour 2017 (Foto: Remy/U2start)

O ano era 1986, Dallas trabalhou com a banda Mr. Mister, um grupo de pop rock formado nos Estados Unidos e com relativo sucesso naquela década vendendo milhões de álbuns. A banda estava trabalhando em Nova York no mesmo estúdio que Daniel Lanois, que estava produzindo o álbum de Robbie Robertson e acabou sendo recrutado para ser guitarrista nesse material. Lanois comentou que ele tinha um amigo com problemas em uma de suas guitarras, a conversa foi como: "Oh, o nome dele é Edge". Dois dias depois, uma mensagem deixada na caixa eletrônica de Dallas deu início a uma das relações mais duradouras, felizes e complementares da história do rock. Dallas pegou um voo para Dublin para se encontrar com o U2, e antes mesmo de poder avisar as outras bandas que talvez aceitasse outro trabalho - no momento ele estava com as malas prontas para seguir em turnê com o Lynyrd Skynyrd - já estava sendo entrevistado pelos irlandeses e por Paul McGuinness. Edge e Dallas estabeleceram um vínculo, mas isso só se tornou definitivo após a Elevation Tour. Antes disso, a atenção de Dallas continuou a se dividir entre o U2 e outros nomes como Mike McCready, do Pearl Jam, Paul McCartney, Prince e Nils Lofgren, da banda de Bruce Springsteen.

Credenciado como um dos músicos do álbum "Elan" (1978) da banda Firefall (grupo de rock formado em Boulder, Colorado, em 1974), Schoo é dono de um disco de platina com mais de 1 milhão de cópias vendidas. Com um relacionamento tão longo, seria natural ser promovido para o estúdio do U2, sempre consultado durante as sessões de gravação, sendo influência sentida, requisitada e ouvida.

E nós do U2BR, em mais um trabalho da nossa equipe, tivemos a honra de entrevistar Dallas Schoo, essa figura importantíssima e querida pelos fãs. Saiba mais sobre a sua história, o seu trabalho, a relação com o Brasil e os próximos passos do U2.

Como surgiu seu interesse por guitarras? Como foi o início de carreira como técnico de guitarras?

Dallas na época de Firefall

Eu fiquei interessado em bandas “ao vivo” tocando em minha cidade Louisville, Kentucky. Eu andava de bicicleta por aí quando eu tinha 12 ou 13 anos quando ouvia uma banda local tocando em uma garagem e ficava ouvindo por horas. Então, mais velho, eu vi o filme “Woodstock” e fiquei totalmente impressionado com a maneira pela qual o evento foi construído a partir do chão e toda a estrutura acima. Fiquei cativado pelos hippies como carpinteiros construindo aquele palco e então como uma banda/artista teria uma equipe para montar o equipamento de uma atração para a próxima.

Eu tive uma oportunidade de aprender sobre guitarras quando me mudei para Boulder, Colorado, em 1971 com os grupos “Stephen Stills & Manassas” e também “Firefall”. Eu então continuei com bandas maiores depois disso e... o resto é história!

Como surgiu o convite para trabalhar com o U2? Foi uma decisão fácil?

Edge veio em um show do Prince em Dublin quando eu estava cuidando das guitarras de Prince. Nós nos conhecemos e começamos a conversar.

Não foi uma decisão fácil e imediata de me juntar ao U2 porque eu estava trabalhando firmemente com algumas grandes bandas de Los Angeles naquela época. Uma vez que o U2 me levou para Dublin em 1985/86 e eu então conheci toda a banda pessoalmente e Paul McGuinness e toda a equipe, eu soube que isso era para mim. 31 anos depois e eu ainda amo trabalhar com o U2!


U2 como Dalton Brothers

Você sabia? Os Dalton Brothers eram formados pelos irmãos Alton, Luke e Duke, e sua irmã Betty. Eles se reuniram pela primeira vez nos anos 60 sob a liderança de Dallas Schoo Dalton, que logo passou a ser o responsável técnico pelos shows da banda. O seu papel foi decisivo na preparação das apresentações que o U2 - vestidos como Dalton Brothers - fizeram como banda de abertura deles mesmos durante a Joshua Tree Tour (1987).


Dallas e The Edge durante a PopMart

Qual foi sua primeira impressão da banda, especialmente de Edge?

Eu nunca tinha ouvido um guitarrista com aquele tipo de “estilo”... usando “ecos” como ele faz. Meus outros guitarristas famosos com os quais trabalhei eram mais do tipo de estilo “rock/blues”... estilo “country rock” também.

Edge me surpreendeu com seu estilo de “assinatura” e abordagem ao violão e seu som! Ele tinha o seu PRÓPRIO SOM!

Quais são os desafios de cuidar de mais de 40 guitarras na turnê? Conte-nos sobre o seu trabalho.

Dallas sob o palco da The Joshua Tree Tour 2017

Os desafios são que quando nossa enorme carga de equipamentos do U2 entra nesses grandes estádios e arenas, há muitos caminhões... em torno de 35 a até 120 caminhões de equipamentos que precisam ser descarregados e montados. Isto termina normalmente entre 4-5 horas antes da banda chegar e fazer o ensaio. Leva para mim por volta de 20 minutos para cada guitarra para deixá-la pronta se The Edge pede para usá-la no ensaio e elas TODAS devem estar preparadas. É um desafio diário em cada show retirar todas as cordas e limpar essas tantas guitarras e é frustrante quando o tempo não permite. Eu tenho que comer também e preciso de tempo para isso! Eu também tenho o auxílio do meu amigo de equipe Duncan Stewart que me ajuda quando eu fico realmente atrasado e é quem está lá fora para passar as guitarras de Edge quando o U2 toca no meio da arena... então, isso me ajuda muito nos dias de show.

Durante o show, como as minhas entrevistas, especialmente a minha favorita com a Premier Guitar (assista aqui), mostram, eu estou ocupado sobre o palco fazendo todas as muitas trocas de guitarras com The Edge, além de ajudar embaixo do palco com a entrega de seus sons com seu grande sistema de pedais de efeito.

Há algum incidente que você se recorda até hoje?

Muitos sim… nessa última turnê em alguma cidade onde o sistema de efeitos teve um desafio enorme e eu tinha apenas um som de “Pride (In The Name Of Love)” para então fazer as próximas 17 canções! Edge veio embaixo do palco para ver o quão ruim a situação que nós dois estávamos. Eu fiz uma oração ao Senhor, realmente fiz... e pedi por ajuda para descobrir rápido o que estava acontecendo de errado... e eu encontrei a falha e nós terminamos o show bem, mas isso foi definitivamente um “Momento”!

E seu trabalho durante a produção de um álbum, como funciona? Há alguma música que tenha a sua marca ou contribuição marcante?

Dallas e Edge no documentário "It Might Get Loud"

Eu AMO fazer os álbuns do U2, Edge e eu passamos muitas horas juntos antes de entrarmos no estúdio para experimentar suas infinitas “ideias sonoras” com a guitarra e o piano. Eu cuido de Edge, Bono e Adam no estúdio, Sam cuida de Larry.

A canção “The Miracle (Of Joey Ramone)” foi um exemplo de Edge permitindo-me trazer ideias assim como para aquele som pesado de guitarra ao longo da faixa. Outras seriam as várias camadas de guitarras e notas em “Love Is Bigger”... aquelas sessões foram divertidas. TODAS são!

Quais são os pontos positivos e negativos de estar na estrada há tanto tempo?

Positivo é o desafio que cada local do U2 oferece enquanto a turnê rola. Eu adoro os muitos colegas de trabalho em cada arena e estádio que eu só vejo quando eu chego nesses lugares com o enorme equipamento de Edge e o sistema de som sob o palco. Essas pessoas são boas pessoas e ajudantes profissionais e muitas vezes adoram que o U2 esteja tocando de novo em seus locais, há muito amor lá.

Dallas e a equipe durante show em Portland pela Vertigo

Também um grande ponto positivo... ouvir como a banda e especialmente Edge mudam seu desempenho de uma noite para a outra... ele é INCRÍVEL! Realmente... cantando, correndo por todo o palco, tocando uma guitarra diferente em quase todas as canções! Claro, também ouvir Bono abordar os muitos desafios dos direitos humanos em cada show relativos ao lugar político e social da cidade no mundo... ele é um MESTRE nisso!

Negativos da estrada seria manter uma alimentação consistente e saudável. Também um ponto negativo é que eu não consigo fazer constantemente meus exercícios de natação, é tão difícil encontrar um centro aquático adequado nestas várias cidades pelo mundo aonde as turnês do U2 vão. Eu sou um nadador competitivo e tento manter minha velocidade nos tempos e isso é feito com muitas horas de prática e com os grupos com os quais eu nado.

Outro desafio em estar em turnê seria as saudades da minha família e perder todos os aniversários e casamentos e funerais, e como passa a vida da minha família e dos meus amigos... e do meu cachorro “Jackson”, ele significa o mundo para mim.

Dallas e Geisa (U2BR) em Londres, 2015

Quais lembranças você tem do Brasil? O que você acha dos fãs brasileiros?

Fãs brasileiros do U2... OS MAIS EMPOLGADOS! Eles se prendem a cada palavra que Bono fala e canta e eu os vejo tanto no palco durante as minhas trocas de guitarra com Edge quanto embaixo do palco. Os fãs brasileiros amam cantar as músicas do U2! Isso faz com que a banda tenha um desempenho ainda maior no show.

A comida no Brasil... gente! Quando eu estou andando por aí, é apenas fantástico! Vocês têm um orgulho tão excepcional em seu país, por seu futebol brasileiro e bons valores. O Brasil deveria ser um exemplo para o mundo eu diria. O U2 AMA tocar no Brasil!

O que podemos esperar do U2 no futuro? Talvez uma turnê em celebração aos 30 anos do “Achtung Baby”? Um novo álbum? Há alguns rumores dizendo que a banda irá em turnê para a Austrália, Nova Zelândia e Ásia este ano. Você pode nos contar algo que não sabemos?

Dallas e um fã conversando antes do show em Louisville, 2017 (Foto: U2gigs)

Edge e eu fizemos algumas coisas em Londres e Los Angeles... então... o caldeirão do U2 está fervendo! Ele está escrevendo e passando este 2019 com sua família irlandesa e americana. Sua esposa Morleigh, seus filhos e netos são pessoas muito amáveis.

A banda está realmente “descansando” este ano, mas... eles nunca descansaram muito tempo nos meus últimos 31 anos com eles... então fiquem ligados!

Sim, alguns fortes “rumores” de talvez o U2 tocar em alguns desses países que você citou... mas... novamente, apenas rumores até agora. Eu gostaria de receber mais shows do U2 se eles decidirem fazer alguma coisa. Eu estaria disponível com certeza!

Queria agradecer a oportunidade de falar para os meus vários fãs brasileiros. Espero encontrar todos vocês em algum momento... é muito bom ser amado!

A equipe do U2BR gostaria de agradecer a gentileza e simpatia de Dallas por aceitar nosso convite e conceder um pouco do seu tempo para responder nossas questões. Nosso muito obrigado, Dallas!


ENGLISH VERSION

 
To be a roadie or a music technician could be frustrating for many people. It is like being in the shadows rather than being in the spotlight with the crowd’s cheering and shouting. If you are Dallas Schoo Dalton, all mentioned before is hot air. Responsible for one of the more complex e detailed work materials which a guitarist could have, Dallas is nothing more than a true celebrity within the U2 fan community, demigod in the pantheon of fans. As he takes the stage minutes before performances, his name is called to exhaustion, receiving nods and even gifts, and of course be welcomed with affection anywhere by the fans. Yes, if there is in the world a crewmember of a band that can be considered a star, this is Dallas and his long partnership with The Edge and the whole band that has been lasting more than 30 years.

Dallas has been dedicating his life on the road for approximately 45 years. Born in the USA, in Louisville, Kentucky’s capital, he shared two of his passion since early days: music and tennis, working in the clay courts of his hometown. Yet, while he was studying, his parents presented him with an acoustic guitar. Although Dallas had not had big ambitions to be in a band or to perform on a stage, he dedicated to listen and learn Beatles, Rolling Stones, Yabirds and even Kinks songs.

Dallas left his hometown to start college in Ohio, but he ended up in changing his destiny to Colorado. It was there that his interest and passion for music turned to came to the surface mostly when he joined the students committee responsible for spreading culture in the place. Together with his roommate who had a father as a Warner Bros’ CEO, Dallas took artists and groups that had interest to participate at college campus’ events. Since then, his music career has begun.

Shortly after this period, and already being a reasonable guitarist, Dallas Schoo went to work with several important music groups, such as Eagles, Fogelberg, Emmylou Harris and Fleetwood Mac. Behold, in this period, Dallas and U2 path crossed for the first time.

The year was 1986, Dallas worked with the band Mr. Mister, a group of pop rock formed in the United States and with relative success in that decade selling millions of albums. The band was working in New York City in the same studio as Daniel Lanois, who was producing the album of Robbie Robertson and ended up being recruited to be guitarist in this material. Lanois commented that he had a friend with problems on one of his guitars, the conversation went like: "Oh, his name is Edge." Two days later, a message left on the Dallas ATM began one of the most enduring, happy, and complementary relationships in rock history. Dallas took a flight to Dublin to meet U2, and even before he could tell the other bands that he might take another job - he was currently packed to go on tour with Lynyrd Skynyrd - was already being interviewed by the Irish and by Paul McGuinness. Edge and Dallas established a bond, but that only became definitive after the Elevation Tour. Before that, Dallas's attention continued to divide between U2 and other names like Mike McCready of Pearl Jam, Paul McCartney, Prince and Nils Lofgren of Bruce Springsteen's band.

Credited as one of the musicians on the album "Elan" (1978) of the band Firefall (rock group formed in Boulder, Colorado, in 1974), Schoo owns a platinum disc with more than 1 million copies sold. With such a long relationship, it would be natural to end up being promoted to the U2 studio, always consulted during the recording sessions as he turned to be a requested and heard influence.

And we, from U2BR, in another hard work of our team, had the honor of interviewing Dallas Schoo, this most important figure and wanted by the fans. Learn more about his history, his work, the relationship with Brazil and the next steps of U2.

How did your interest in guitars come about? How was the beginning of your career as a guitar technician?

I became interested in "live" bands playing in my town Louisville, Kentucky. I rode my bike around like when I was 12 or 13 years old when I would hear some local band playing in a garage and would hang listening for hours. Then older, I went and saw the movie "Woodstock" and I was totally blown away at the way that event was built from the ground and staging on up. I was enthralled by the hippies as carpenters building that stage and then how one band/artist would have a crew set up the equipment from one act to the next!

I got an opportunity to learn about guitars when I relocated out to Boulder, Colorado, in 1971 with the groups "Stephen Stills & Manassas" & also "Firefall". I just kept going with bigger bands after that and... the rest is history!

How did the invitation to work with U2 come about? Was it an easy decision?

Edge came to a Prince show in Dublin when I was taking care of Prince's guitars. We met then and began talking.

It was not an immediate easy decision to join U2 for I was working steadily with quite a few MEGA Los Angeles bands at the time. Once U2 flew me over to Dublin in 1985/86 and I then met personally all of the band and Paul McGuinness and then the crew, I knew that this was for me. 31 years later and I still love working with U2!

What was your first impression of the band, especially The Edge?

I never had heard a guitar player with that type of "style"... using "echoes" as he does. My other famous guitarists that I worked with were more "rock/blues" type of a style… "country rock" style also.

Edge blew me away with his "signature" style and approach to the guitar and his SOUND! He had his OWN SOUND!

What are the challenges of taking care of more than 40 guitars while on tour? Tell us about your work during the show.

The challenges are that when our massive U2 equipment load ins into these big stadiums and arenas take place, there are so many trucks... like 35 to sometimes 120 semi trucks of gear that has to be all unloaded and set up. This only allows often maybe 4-5 hours before the band arrives and wishes to "soundcheck". It takes me like 20min per each guitar to get it correctly ready if Edge asks to use it at soundcheck and they ALL have to be ready. It is just a daily challenge at each show date to pull off all of the stringings and cleaning of these many guitars and it gets frustrating when time just does not allow. I have to eat you know as well and must take time out for that! I also utilize my crew buddy Duncan Stewart who assists me when I get really behind and who is out there for me handing off Edge's guitars when U2 plays out in the middle of the venue... so this helps me big time on show days.

During the show as some of my interviews especially my favorite one with Premier Guitar "Rig Run Down" (watch it here) showed, I am full on under the stage as well as on the stage with all of the many guitar exchanges with Edge as well as assisting underneath the stage with delivering his sounds with his massive effects racks/system.

Are there any incidents that you remember to this day?

Many yes... on this last tour in some city where when the effects system had a massive challenge and I only had one sound of "Pride (In The Name Of Love)" to then do the next 17 songs! Edge actually came down under the stage to see how bad of a situation we were both in. I said a Prayer to the Lord, really I did... and asked for help with how quick I could find what was wrong... and I did find the failure and we finished the show just fine, but that was definitely a "Moment"!

And your work during the production of an album, how does it work? Are there any songs that have your mark or striking contribution?

I LOVE making the U2 albums, there are so many hours way before Edge & I even get to the studio place of experimenting with his endless "sonic ideas" with the guitar and piano. I take care of Edge, Bono & Adam in the studio, Sam looks after Larry.

The one song “The Miracle (Of Joey Ramone)” was an example of Edge allowing me to bring ideas as well for that guitar massive sound throughout the track. Another one might be the many layers of guitars and notes on "Love Is Bigger"... those were fun sessions. ALL of them are!

What are the positive and negative points of being on the road for so long?

Positive is the challenge that each U2 venue provides as the tour rolls on. Love the many Union labor dudes in each arena and stadiums that I only see when I arrive into these places with Edge's massive stage and under stage tour system. These people are good people and pro helpers and often really love that U2 is performing again at their venue, lot of love there.

Also a big positive... hearing how the band and Edge especially changing up his playing from night to night… he is AMAZING! Really... singing, running all over the stage, playing a different guitar almost every U2song! Also for sure hearing Bono address the many Human rights challenges at each gig concerning that city's political and social place in the world...he is a MASTER at this!

Negatives of the road would be like consistent good foods/eating healthy. Also a negative often is that I don't get to do consistently my swimming workouts, it is so hard to find a proper Aquatic center in these many cities across the world where the U2 tours go. I am a competition swimmer and try to keep my times up to speed and this is done with so many practice times and groups I swim with.

The other being on tour challenges would be like just totally missing my Family and all the birthdays and weddings and funerals and just life that my Family go through and my friends go through... and my dog "Jackson", he means the world to me.

What memories do you have from Brazil? What do you think of the Brazilian fans?

Brazilian U2 fans... THE MOST EXCITING! They hang on every word Bono says and sings and I am watching them from both on the stage during my guitar exchanges with Edge as well as watching form under the stage. The Brazilian U2 fans LOVE TO SING THE U2 SONGS!!!! This sparks the band to an even higher show performance.

The food in Brazil… man! When I am walking around just fantastic! You people have such an exceptional pride in your country and for your Brazil Football and good values. Brazil should be an example for the world I would say. U2 LOVES playing Brazil!

What can we expect from U2 in the future? Maybe a tour in celebration of the 30 years of “Achtung Baby”? A new album? There are some rumors saying the band will tour in Australia, New Zealand and Asia this year. Could you tell us something we don’t know?

Edge and I just did a little something both in London and in Los Angeles... so... his U2 juices are flowing! He is writing as well as spending this 2019 with his Irish and American Family. His wife Morleigh and many children and Grand children are all very loving people.

The band is really just "resting" this year but... they never rest very long in my 31 years with them... so stay tuned!

Yes, some strong "rumors" of maybe U2 playing in some of all those countries you mention... but... again only rumors at this time. I myself would welcome more U2 live gigs if they decide on doing something. I would be available for sure!

Thank you for this opportunity to speak to my many Brazilian fans. Hope to meet all of you at some point in time... it is nice to be loved!

The U2BR staff would like to thank Dallas for his kindness in accepting our invitation and giving a bit of his time to answer our questions. Thank you very much, Dallas!

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