As 10 melhores performances da turnê The Joshua Tree 2017 | U2 Brasil
26 de novembro de 2017 · Listas · The Joshua Tree Tour 2017
As 10 melhores performances da turnê The Joshua Tree 2017
Postado por VictorRuyz

10 – Mothers Of The Disappeared

A canção que uniu alguns talentos da música com o quarteto irlandês. Foram eles, Eddie Vedder e Mumford & Sons juntos, Daniel Lanois (no último show, em São Paulo) e Patti Smith. Com ela, houve trechos de “People Have The Power”.

A participação da cantora no show do U2 foi um acréscimo muito positivo, assim como na turnê anterior. Em iNNOCENCE + eXPERIENCE, a banda, em alguns shows, subia ao palco ao som da referida música. Em Paris, cantaram a canção com o grupo Eagles of Death Metal.

Tanto em iNNOCENCE + eXPERIENCE quanto em The Joshua Tree 2017, Patti Smith subiu aos palcos duas vezes.

“I was dreaming in my dreaming
of an aspect bright and fair
and my sleeping it was broken
but my dream it lingered near”

9 – Red Hill Mining Town

Os fãs esperaram longos anos para ouvir essa canção ao vivo. E aconteceu.

Não soou exatamente como no álbum. Alguns fãs se irritaram por Edge substituir a guitarra pelo piano; outros, gostaram. De uma forma ou de outra, a banda utilizou muito bem o telão, reproduzindo imagens da Banda do Exército da Salvação – a “Salvation Army Band”, mencionada por Simon & Garfunkel na música “Hazy shade of winter” -, enquanto os sons dos instrumentos marciais eram reproduzidos durante a canção.

Não era mistério para ninguém a dificuldade de Bono em alcançar as notas. Abaixaram um ou outro tom. E o vocalista encarou a tarefa por longos meses.

Confira a primeira apresentação de “Red Hill Mining Town” na história:

8 – A Sort Of Homecoming

Durante a Elevation Tour, a banda tocou “A Sort Of Homecoming” duas vezes. Antes disso, somente em 1987, pela The Joshua Tree Tour.

Talvez não tenha sido coincidência retornarem com uma canção que apareceu em alguns shows há exatos 30 anos.
A voz de Bono, e os arranjos, impecáveis.

Uma pena ter sido uma aparição nos setlists que durou tão pouco.

7 – Trip Through Your Wires

Canção um tanto desconhecida do público geral; parte do lado-B do álbum, como brincou Bono em alguns shows. Soou como se fosse tocada pela banda há anos. Todos em plena harmonia.

Naturalmente bela.

6 – The Little Things That Give You Away

Uma das maiores novidades da turnê. O U2 nos apresentou um fragmento de seu novo disco.

A cada show, Bono se mostrava mais conectado com “The Little Things That Give You Away”. Assim como o restante da banda. Nas primeiras apresentações, Larry esteve mais contido. Após algumas noites, a bateria estava mais frenética. Da mesma forma, Bono passou a terminar a música de um modo mais intenso.

Por enquanto, a última vez que tocaram a música, foi em Paris. Capricharam.

5 – Bad

Vale destacar os snippets usados durante essa música ao longo da turnê.

Provavelmente “Heroes” tenha sido uma das mais belas combinações. E fizemos um texto a respeito. Fica aqui um trecho:

“Ao menos por uma noite, em um show de rock, podemos deixar aquilo que nos puxa para baixo e tornarmo-nos reis e rainhas.

Não importam as diferenças pessoais. Não importam os demônios internos de cada um. A música tem o poder de libertar.

Ao menos por um dia. Ao menos por uma noite.

Proposital ou não, essa é a mensagem que o U2 passou durante a segunda parte da The Joshua Tree Tour.”

4 – Sunday Bloody Sunday

Uma música que não costuma ser usada para abrir os shows do U2. Entretanto, encaixou perfeitamente nessa turnê. Um começo simples. Íntimo. Sem luzes, sem telão. Somente a inocência.  Larry Mullen Jr. e a bateria.

Depois, a banda.

Minutos depois, ao decorrer do espetáculo, o nascimento de The Joshua Tree. A imersão digital. Os jovens tornando-se homens.

Um passo à experiência.

3 – Beautiful Day

Um trecho sobre “Beautiful Day”, de um texto postado há algum tempo em nosso site:

“A introdução – nesta tour, sendo bastante estendida, soa como um prelúdio para o novo milênio – já é carregada dos mais belos efeitos que seriam possíveis adotar em uma turnê de tão grande porte. São luzes e cores das mais variadas. Um brilho a mais para a “Joshua Tree” (neste momento do show, vemos o telão, assim como a famosa árvore, ganharem novas cores. O U2 muda de ambiente, mas carrega consigo, para novos tempos, o passado). Caminham para o futuro, sem esquecer a história pela qual passaram. Os garotos que uma vez alcançaram o topo do mundo, hoje são homens que se mantiveram no topo – mesmo que hoje o mundo seja domado por outros tantos garotos.”

A ‘Joshua Tree’, agora domada pela tecnologia, continua sendo a Joshua Tree de antes.

A formação do U2 continua sendo a mesma de antes. O mesmo quarteto que, ao longo da carreira, domou os mais variados estilos.

Com o passar do tempo, ocorreram mudanças. Mas a essência permaneceu.

Larry, Adam, The Edge e Bono. Uma raiz.

2 – Where The Streets Have No Name

Um trecho da nossa resenha sobre os shows em São Paulo:

“Começa a execução do álbum ‘The Joshua Tree’. O homenageado da turnê.

Impossível não chorar ou, ao menos, arrepiar-se na introdução de ‘Where The Streets Have No Name’. Os membros da banda caminhando até o palco central. O telão explodindo em vermelho, funcionando quase como um espetáculo teatral de última geração. A árvore simbolizando o álbum, os quatro abaixo dela. As imagens de tão alta resolução geram uma experiência de imersão quase 3D. Em 2017, fomos convidados a mergulhar na década de 80 e reviver, com o U2, o disco que os alçou rumo ao topo do mundo.”

Mais uma vez, como acontece em toda turnê, o U2 conseguiu inovar na execução desse grandioso hino do rock.

1 – Exit

Música que há tempos não aparecia em algum setlist do U2. Mais precisamente, duas décadas (a única exceção foi durante show na Austrália, em 1989). Mostrou que é uma grande potência da discografia da banda. No início, provocaram. Recapitularam uma cena de um filme para satirizar Trump. Seja o telespectador de direita ou de esquerda, concorde ou não com certas visões políticas da banda, momentos como esse hão de ser apreciados como a velha e clássica rebeldia do Rock. O sarro que a estrela do rock tira com os que estão no poder.

“You are a liar, Trump”.

A intensidade permanece a mesma que encontramos no álbum. O clima obscuro retoma as sensações de momentos antes, obtidas com “Bullet The Blue Sky”. Esta, falava sobre a guerra entre homens. “Exit” fala sobre a guerra interna destes, relações perigosas, a insanidade, a busca por uma, literalmente, saída dessa loucura construída por nossas mãos. Tudo representado magistralmente. O acréscimo sarcástico de trechos de Enny Menny Miny Moe – canção infantil, canção de seres que vivem a inocência, na boca de um personagem tomado por um amor doentio (personagem este que poderia viver, de modo harmonioso, a experiência, mas deixou-se levar pelo pior que ela pode oferecer) -, complementaram brilhantemente a canção.

De fato, uma turnê brilhante.

A intersecção perfeita para “Songs of Experience”.


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  • Kelvin Alfaia

    Sem dúvida Exit foi o ponto alto dos shows da turnê. E isso mesmo não sendo um single ou um hit da banda, o que mostra um forte potencial do lado-B que não é devidamente explorado pelo U2.